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RPG: D&D : Forgotten Realms - O Reino de Nimbral (III)
Enviado por RedeRPG em 25/11/2004 00:03:00 (1960 leituras) Notícias do mesmo autor
RPG: D&D

Monte Cook

Por Ed Greenwood
Traduzido por Erika “Tuz” (REDERPG / Grupo Sefirot)
com permissão do autor

Continuando a série de artigos de Ed Greenwood (o criador de Forgotten Realms), a RedeRPG trás a parte 3 da série descritiva do misterioso Reino do Nimbral. Nesse texto oficial do cenário de Forgotten Realms (traduzido sob autorização) temos a descrição de como á a vida cotidiana do misterioso Reino do Nimbral. O texto foi traduzido por Érika "Tuz" do Grupo Sefirot especialmente para a REDERPG.

Forgotten Realms - O Reino de Nimbral, Parte Três
A Vida Cotidiana dos Nimbraleses

Para a maioria dos Nimbraleses a vida é simples, permanecendo harmoniosamente próxima aos ciclos e costumes do mar ou da terra. Os Nimbraleses evitam o tédio tornando-se mestres no artesanato (tal como tecelagem, lapidação de pedras preciosas, escultura em madeira, culinária, e construções bonitas e elegantes em madeira ou pedra), e também criando e se divertindo com histórias escritas, contadas, e cantadas. O reino possui muitos contadores de histórias criativos, e uma indústria de publicações bem ativa. (Quase todos os livros Nimbraleses são histórias românticas curtas e fantásticas).

Os Nimbraleses da costa habitam casas de pedra que foram construídas nas encostas dos morros; cada uma tem telhados ou de ardósia ou de colmo. A maioria dos Nimbraleses do interior habitam pequenas casas de madeira que, ou serpenteiam ao longo de florestas mais altas, ou fazem uso intensivo de escadas, plataformas, e quartos nas árvores, como as moradias dos elfos das Árvores Entrelaçadas em Cormanthor.

As viagens continentais no reino são feitas a pé ou a cavalo, com pequenas carroças sendo usadas para transporte de mercadorias. Há muitos caixeiros viajantes, e mercados de grandes proporções são raros. As hospedarias costumam ser prédios sólidos de madeira ou pedra, que se espalham em todas as direções em uma confusão de alas e anexos, obviamente construídos em épocas diferentes; com a estrutura aumentando a medida que se faz necessário.

A costa oeste de Nimbral está exposta aos mares e tempo mais violentos, e a viagem náutica tende a ser por meio de curtos deslocamentos de um porto para o outro, enquanto numerosos barcos menores cortam as ondas ao longo das costas sul e leste do reino. Tanto grandes quantidades de mercadorias pesadas, quanto itens e pessoas que precisam se locomover uma grande distância no reino rapidamente, tendem a ir pelo mar, exceto nos meses de inverno.

As vias menos centrais, entretanto, estão sempre fervilhando com o tráfico local (algo que deve ser sempre lembrado pois há predadores nas florestas). Aqui e ali, o visitante que percorre as trilhas pode ver a única coisa (além da prevalência de árvores gigantes intactas) que torna a paisagem Nimbraleses instantaneamente diferente das terras mais altas de Turmish: as espirais elegantes de pequenos castelos de “contos-de-fadas”.

Os castelos Nimbraleses são estruturas de pedra chamados de “contos-de-fadas” ou “do tipo das fadas”, porque são construídos com curvas graciosas e majestosas, com torres esguias e altas, varandas e lindas esculturas. Eles servem como abrigo dos Cavaleiros, os mais ricos e mais mundanos dos Nimbraleses, que fazem parte dos Caçadores Aéreos e que normalmente já teriam viajado (em segredo, e não usando armaduras de vidro e voando em grupos com companheiros de maneira exposta) para o interior na sua juventude, para experimentar o que o resto de Faerûn tem a oferecer. Muitos dos jovens Nimbraleses mais inquietos não podem esperar para “fazer o Tour”, como esta prática de perambular e aventurar é conhecida – mas a menos que aconteça alguma desgraça, ou fiquem perdidamente apaixonados com alguém que mora no interior, eles tendem a retornar para viverem suas vidas no Reino dos Caçadores Aéreos, mais sábios e felizes por estarem em casa, onde (como muitos dizem) “as coisas não são tão tumultuadas, violentas, e destruídas”.

Uma “fazenda” rodeia a maioria dos castelos dos Cavaleiros, e nestas fazendas vivem pequenos ajuntamentos de famílias que cultivam plantações especializadas, que são vendidas por toda a ilha. Os Cavaleiros raramente competem diretamente com vizinhos pelos produtos cultivados; mas quando o fazem, as rivalidades podem ser terríveis.

Os Cavaleiros do Nimbral vestem armaduras de vidro completas, com uma dureza especial e que fornecem vários atributos mágicos ao usuário. Eles seguem um código elaborado de cavalheirismo (planejado séculos atrás para evitar os ataques de Cavaleiros em posses e famílias de outro Knight, e para que jamais guerreiem entre si diretamente), e em suas patrulhas eles atacam monstros e bestas predatórias, repelem invasores e atacantes (tais como piratas e caçadores de escravos), observam as redondezas e as ações dos Nimbraleses e dos visitantes, e colocam em prática as leis de Nimbral tanto para os visitantes como para seus habitantes.

A maioria dos habitantes do interior consideram algumas plantações Nimbrianas bastante incomuns: Os Nimbraleses colhem certas “rosas das sombras” gigantes e vermelhas, e trepadeiras feias e bulbosas para alimentação, por exemplo. Eles trituram samambaias para purificar a água, assim como acrescentam, trituram, ou fermentam coisas muito estranhas, de cascas de árvores a algas marinhas, para adicioná-las em vários vinhos e chás locais.

Os remédios Nimbrianos podem ser ainda mais surpreendentes. Certas larvas, engolidas inteiras e vivas, de forma que sejam mantidas vivas no corpo pelo maior tempo possível, por exemplo, neutralizam alguns venenos e doenças (apesar de que tais efeitos funcionem apenas em alguns Nimbraleses, e não ajudam a maioria dos forasteiros que não sejam meio-elfos e humanos com algum sangue elfo). Muitas ervas colhidas na orla têm raízes com as quais se fazem conservas, e quase todos os Nimbraleses cultivam jardins e colhem cogumelos e frutas comestíveis nos bosques.

Leia mais sobre a vida, moeda, e trabalho Nimbriano, no próximo artigo.

Sobre o Autor
Ed Greenwood é o homem que "soltou" Forgotten Realms em um mundo desavisado. Ele trabalha em bibliotecas, escreve histórias de fantasia, ficção científica, horror, mistério e até mesmo histórias românticas (muitas vezes misturando todos esses gêneros em uma mesma história), mas ele ainda é mais feliz quando está contando histórias de Forgotten Realms. Ainda existem alguns lugares em sua casa com espaço para empilhar papéis...

Publicação original em: 08 de setembro, 2004
Traduzido e publicado com a permissão do autor
All content © 2004 Wizards of the Coast.
Link Original: http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/rl/20040908a


Leia as partes anteriores:
Parte I: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1997
Parte II: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=1998

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