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RPG: D&D : A Ascensão e Queda do Imposto das Janelas (I)
Enviado por RedeRPG em 06/01/2005 00:03:00 (1504 leituras) Notícias do mesmo autor
RPG: D&D

Monte Cook

Por Ed Greenwood
Traduzido por Tuz (REDERPG / Grupo Sefirot)
com permissão do autor

A RedeRPG inicia com este artigo mais uma série de textos oficiais sobre o cenário Forgotten Realms. Os artigos são da coluna Realmslore, do site oficial da Wizards of the Coast e falam sobre o “imposto das janelas”, um curioso aspecto da vida em Suzail. O texto foi traduzido por Érika "Tuz" do Grupo Sefirot especialmente para a REDERPG.


A Ascensão e Queda do Imposto das Janelas I
Imposição e Receita


No Ano da Ano da Harpa Emudecida, quando a sombra do assim chamado “Demônio Dragão” caiu sobre a terra de Cormyr, houve muito medo em Suzail. Depois de uma breve e agitada importação de armas e armaduras de guerra, o comércio na cidade caiu vertiginosamente. Vários comerciantes estrangeiros se mudaram para Sembia e para os portos independentes da Costa do Dragão – e Portal do Oeste, em particular. Notícias do mundo em geral e os interessantes artigos de comércio se tornaram escassos, e rumores de traição entre os nobres e cortesãos, assim como conflitos em muitas das famílias do reino, permeavam as ruas diariamente, tornando as pessoas resmungonas e sombrias.

À medida que os exércitos em guerra nos limites mais ao norte do reino se aproximavam da capital de Reino da Floresta, o medo aumentava. Dizia-se que monstros temíveis estavam à beira de tomar a cidade. A comida (já com preços altos ao fim das depredações de ghazneth e devidos a problemas de colheita associados) se tornou escassa e mais cara. Depois que a cidade de Arabel caiu e sua população inundou Suzail, viajando de uma cidade para outra através de poderosas magias de guerra, tanto o medo quando o racionamento de comida aumentaram de repente. Vários cidadãos de Suzail com suficientes riquezas carregáveis (ou lealdades fracas com a cidade) consideraram uma atitude sábia fugir não só da cidade mas do reino por algum tempo, e assim o fizeram – levando seu ouro e compras diárias consigo. Entre esta partidas, as mais notáveis foram aquelas dos jovens e gastadores membros de várias famílias nobres de Cormyr, que foram “mandados embora por medida de segurança” por seus familiares. Em alguns casos, estes familiares prontamente os seguiram, citando variações sobre o tema de “negócios urgentes, à muito negligenciados, no exterior”.

As pessoas menos afortunadas que ficaram em Suzail encontraram dificuldades em conseguir empregados (exceto pelos pouco familiares desordeiros de aparência suspeita, que chegaram na cidade para oferecer serviços a todos como guarda-costas contratados). Tarefas tradicionais contratadas tais como carregamento, descarregamento, e limpeza se tornaram cada vez mais difíceis, e ratos e animais de estimação abandonados por aqueles de deixaram a cidade vagueavam famintos, infestando as ruas em números cada vez maiores. Certos nobres passaram a transitar pelas ruas (nas raras vezes que emergiam de suas mansões muradas e com portões) com enormes guarda-costas que tomavam as coisas e lidavam rudemente com qualquer pessoa que reclamasse com eles, exceto quando sob o olhar das patrulhas de Vigilantes ou Dragões Púrpuras sem uniforme. A comida ficou ainda mais escassa e cara.

As condições no Palácio e na vasta Corte Real ecoava aquelas das ruas de Suzail, apesar de poucos cortesãos passarem por verdadeira fome ou necessidade. Os oficiais da Corte observavam o aumento da imundície, desregramento e desespero local, e determinaram que alguma coisa precisava ser feita. Os Grandes Cavaleiros foram chamados para investigar os noves em Suzail e para liderarem forças de ataque dos Dragões Púrpuras contra contrabandistas, escravagistas, e os crescentes números de gangues de rua. Entre outras medidas tomadas para “consertar as coisas” estava uma curiosa tolice: o imposto das janelas.

Foi a princípio proposta por um gerente menor dos Cofres Reais, o Subescriturário Lhultan Culthorp (um humano LN (Aristocrata 1º) de língua ferina 1 de maneiras “superiores”) como um meio de receber as rendas de compras de alimentos e caça a ratos. Seu “Imposto Sobre as Janelas” era para ser um imposto de 1 falcão de prata mensal por cada janela ou clarabóia em edifícios não pertencentes à Coroa dentro das muradas de Suzail (à menos que tais elementos tivessem sido permanentemente fechados e cobertos com tábuas, com o vidro removido e “com uso de ferramentas necessário para sua reabertura”).

Os proprietários de edifícios deveriam pagar taxas para os Cobradores de Impostos da Corte nos escritórios normais na entrada do Portal do Leão na Corte Real. Os impostos deveriam ser pagos até o último dia de cada mês, de acordo com a proclamação da lei de impostos. Os cidadãos que não pagassem dentro de seis pôr-do-sol depois da última data limite, de acordo com a proclamação Culthorp, deveriam pagar com mercadorias (tomadas pelos Vigilantes) equivalentes em valor de mercado ao imposto devido (a avaliação dos valores deveria ser feita apenas pelos oficiais da Corte, e não estaria sujeita à questionamentos ou apelação).

O Coincall foi proclamado em Suzail em um único dia, da mesma forma de todas as leis de Cormyr. Avisos escritos foram pregados em quadros de aviso por toda Alameda, dentro dos portões de cada cidade, no Mercado, no Salão do Mercado, e em todas as entradas da Corte Real. Ao mesmo tempo, a nova lei foi “gritada” (lida em voz alta) por oficiais da Corte, protegidos por guarda-costas, em todas as tavernas da cidade.

Não foi bem recebido.

Leia mais sobre o imposto das janelas na segunda parte deste artigo!


Sobre o Autor
Ed Greenwood é o homem que "soltou" Forgotten Realms em um mundo desavisado. Ele trabalha em bibliotecas, escreve histórias de fantasia, ficção científica, horror, mistério e até mesmo histórias românticas (muitas vezes misturando todos esses gêneros em uma mesma história), mas ele ainda é mais feliz quando está contando histórias de Forgotten Realms. Ainda existem alguns lugares em sua casa com espaço para empilhar papéis...

Publicação original em: 11 de junho, 2003
Traduzido e publicado com a permissão do autor
All content © 2003 Wizards of the Coast.
Link Original: http://www.wizards.com/default.asp?x=dnd/rl/20030611a

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