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RPG - Cenários : Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura
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| Enviado por RedeRPG em 01/01/2007 00:01:00 (3484 leituras) Notícias do mesmo autor |
  A música invadia o vasto salão sustentado por imponentes colunas de obsidiana — a melodia, contudo, passava quase que desapercebida por aqueles ali presentes, absortos nas mais variadas espécies de infâmia. Moças e rapazes pendiam do teto, como carcaças em um açougue, seu sangue esvaindo-se, as entranhas escapando por fundos talhos em seus ventres. Um grupo de anões dançava e praguejava sob o banho de sangue jovem; desferiam pontapés contra seu pai, já inconsciente no chão, este colorido, em matizes que faziam uma jornada do marrom e o púrpura, de hematomas. A visão do quarteto de cordas, formado por mulheres cegas e mutiladas — a violoncelista, em especial, era uma beldade: ambos os olhos foram-lhe arrancados; as mamas haviam sido extirpadas e o ventre era uma massa de cicatrizes frescas; a pele das nádegas e das pernas mais parecia um couro muito duro, tratado pelas cruéis carícias de açoites e pinças em brasa —, era complementada por um banquete em que todos bebiam em excesso e banhavam-se uns aos outros com o refluxo que era provocado por pancadas no estômago.
No centro da masmorra-boudoir uma enorme cama com lençóis de cetim negro servia de palco para a lubricidade de dois singulares personagens. A criminosa Fanchon, a Mademoiselle XXX, deusa dos vícios e das paixões devassas, era uma mulher belíssima, ainda que ligeiramente envelhecida e marcada pela libertinagem. Seu rosto era uma máscara de cinismo e deboche, mas estava, naquele momento, impossibilitada de provocar gozo estético nos espectadores. A divindade estava totalmente coberta por desconfortáveis e opressores trajes de couro negro reluzente, decorados por intrincados esquemas de fivelas e arabescos de pregos metálicos — estavam à mostra apenas as mamas (que mais pareciam almofadas de agulhas, crivadas de alfinetes) e as nádegas, as mais belas dentre as de todas as deusas, vermelhas de tantas chibatadas. Ofegava por uma abertura em sua máscara fetichista, e outras duas pequenas fendas revelavam olhos predatórios que devoravam o segundo protagonista da cerimônia: Des Vermins, o deus das doenças. O Marquês das Moscas era uma visão ainda mais perturbadora, dado o amálgama de extremos que compunham sua imagem — poderia ser dito um homem belíssimo, não fossem os magistrais estragos das infinitas doenças que lhe consumiam o corpo; um Adônis estraçalhado pelo cuidado da sífilis terciária. Prestando-lhes assistência, uma gigantesca mulher inexpressiva, músculos de aço restritos por tiras de couro e correntes — quando ordenada, oferecia às deidades os instrumentos mais temíveis, à medida que as volúpias, que são melhores se mantidas ocultas neste relato, os faziam necessários.
O deus das doenças não sabia se poderia agüentar muito mais daquilo — a dor que seu corpo estava a suportar era debilitante, a ponto de fazê-lo recorrer a memórias de infância que nunca tivera: era um jovem menino, fascinado pelo balão negro com o qual fora presenteado; a felicidade era estilhaçada, com efeito, por uma megera de meia-idade, muito amarga, que, com a brasa de seu cigarro, estourava o objeto causador da alegria, reduzindo o menino a lágrimas. E foi neste instante, o da destruição da alegria infantil quimérica, que o quarteto entoou o último acorde da peça executada por dias. O Marquês descarregou sua semente infecta em XXX, seus urros mesclando-se às últimas notas da melodia, num uníssono perturbador — uma perfeita sincronia arquitetada pela deusa perversa. Despido do valor que a lubricidade lhe conferia até então, tornou-se apenas um ser patético e desnecessário: foi chutado da cama, insultado, e, humilhado, fugiu da masmorra-boudoir, apenas pegadas empapadas de pus e uma trilha de insetos mortos em direção à porta do aposento denunciando que ele lá estivera.
Fanchon sorriu e, enquanto se embriagava até vomitar, a semente do Marquês já começava a tornar-se fruto no útero seco da divindade, como o ovo de algo monstruoso chocando em um berço imundo de esterco morno e acolhedor. Ela tornou-se pesada, prenha; seu corpo retinha mais do que era capaz de eliminar, estava pavorosamente inchada. O monstrinho-feto tornava-se um fardo, causando uma memorável batalha entre sensações de incômodo e prazer na mente de XXX. Sentia particular necessidade de ser aviltada e de invectivar a criança não-nascida, sendo, na fúria, inundada por estímulos variados.
Chegara o momento do nascimento. As dores do parto eram indescritíveis, e nossa celerada, em êxtase, praguejava e arremessava quaisquer objetos que tivesse próximos contra vítimas indefesas. E veio à realidade Terátia, um amontoado monstruoso de partes desconexas e podridão, dotada de poder divino, uma flor cancrada germinada em terreno estéril e pedregoso. A crueldade perfeita contra toda a existência.
E este é o relato da origem do ser mais perigoso de Romância.
Após o nascimento, Terátia, expulsa do chateau de XXX, vagou pelo Inferno, desamparada, apenas para descobrir-se como algo horrível — uma paródia de divindade, um ser que, tendo apenas a doença e uma fertilidade às avessas para concebê-la, nasceu incompleta e desorganizada, uma tosca e primitiva escultura de barro entre formas polidas e marmóreas. Era uma forma instável e mal-resolvida. Um ritmo frenético de acontecimentos ocorreu — tentou resolver seu dilema de forma utilizando o mundo; por ter violado, mesmo sem saber disso, o Tratado dos deuses (que proibia influência direta), foi condenada, em um julgamento muito complexo e teatral, a uma prisão de sofrimento feita apenas para ela: o Abismo.
E as coisas teriam assim permanecido, não houvesse Terátia — herdeira da agressividade e da violência de Mademoiselle XXX, atributo transplantado diretamente de Gardênia, que seria demais perigosa se o possuísse —, como a rainha de uma colméia pútrida, parido crias. Os filhos do Ventre de Vermes, contudo, apresentavam a mesma forma capenga e uma sede por equilíbrio formal. E na primeira vez que um habitante do mundo saído do útero de Gardênia conseguiu, usando o apavorante poder da magia, trazer àquela realidade uma destas criaturas, os grilhões do Abismo enfraqueceram um pouco — e foi aí que os problemas de verdade começaram.
E à Natureza, que deseja despedaçar a civilização em suas mandíbulas de modo a assegurar o retorno de tudo para um estado "puro" e "correto", adicionamos outro distinto e implacável adversário: a Feiura — ou, mais acuradamente, desarmonia e assimetria — também disposta a predar a realidade, extirpando elementos com uma fome desenfreada, desestruturando e aleijando as formas coesas, pulverizando o equilíbrio e a harmonia das coisas belas.
Os Demônios Teráticos
Criaturas assustadoras, como sua mãe, são totalmente disformes. Não são apenas horrendos — suas formas são, com efeito, incompletas e desequilibradas. O horror de Terátia é de uma criatividade não-intencional incrível: touros cujas cabeças são massas de bebês ciclópicos de dentes afiados, pernas humanas (das quais brotam cascos incompletos em alguns pontos) fazendo as vezes das patas; humanóides massivos e imensos, cujos braços, grossos como troncos de árvores, ramificam-se em galhadas de bracinhos infantis e frágeis, uma tromba brotando onde deveria haver uma cabeça, e uma massa de rostos desesperados, movimentando-se desordenadamente sob a pele do ventre, fazendo as vezes de "rosto". Uma elfa-lótus, de olhar oblíquo — olhos amendoados maquiados com esmero — e convidativo por trás de um leque finamente ornado? Pense novamente: por trás do leque há uma bocarra, munida de cinco fileiras de dentes (sejam afiados, rombudos ou substituídos por lâminas e seringas), da qual escorre pus infecto; por baixo da saia do quimono, as pernas dão lugar a um único cotoco, na terminação do qual há uma saída intestinal — cujo esfíncter, descontrolado, libera insetos carnosos e peludos.
O temas centrais acerca dos demônios de Terátia são a carência e a instabilidade — em um mundo regido por ordem e simetria como o de Romância, uma forma mal-resolvida e incompleta torna-se um verdadeiro pesadelo, e tal problema requer uma solução, uma vez que a meta é o equilíbrio formal perfeito. E não esperemos que, por sua fome desenfreada, tais demônios tornem-se estúpidos — a necessidade faz com que eles recorram às ações mais extremas de modo a acabar com suas existências sofridas.
Impiedosos e extremamente malignos; criaturas nascidas do mal e das trevas; tão malvados quanto sua aparência sugere — estas e outras descrições retiradas do Livro dos Monstros, felizmente, não servem para definir os antagonistas mais temíveis de Romância, os Demônios Teráticos. Por quê? Porque eles não são criaturas malignas per se — são meramente criaturas atormentadas por uma dolorosa e gritante lacuna, cujo desejo de resolução faz com que tenham como objetivo condutor obter aquilo que lhes falta, nem mais, nem menos. Infelizmente para nossos estilosos heróis, o que faltam a estas criaturas são justamente características pessoais — sejam elas físicas ou abstratas —, e os aventureiros, indivíduos com qualidades acima da média, são justamente os possuidores dos tão cobiçados atributos, que podem ser a incógnita que falta na equação das formas capengas.
O mais feliz oponente de tais criaturas é o ignorante — quanto mais se sabe acerca delas, dilemas começam a aflorar. Para o desavisado, uma cria terática nada mais é que uma forma vagamente humanóide, com uma profusão de apêndices e membros distribuídos a esmo — um conhecimento maior, todavia, revela que nada mais são que sujeitos que não tiveram escolha, frutos da crueldade de uma deusa, que não fazem aquilo que fazem por "uma natureza maligna" ou qualquer outra desculpa confortante: o fazem por necessidade. Malignos? Tente apavorados ou confusos — está mais próximo da cruel verdade. Estariam os heróis dispostos a chacinar criaturas que nada fizeram de errado exceto nascer, de modo a preservar suas vidas e qualidades que fazem deles indivíduos diferenciados? Sobrevivência é uma justificativa boa o bastante para tirar a vida de seres inocentes?
Modus Operandi
Um demônio terático, além de sua inquietante monstruosidade, é temível por algo mais preocupante dentro do universo romanciano — uma caótica imprevisibilidade. Por vezes, o demônio terático é indistinguível de algum outro monstro mais "mundano" — presas protuberantes e um nariz porcino não são uma garantia totalmente sólida de que um dado encontro tenha como oponente, de fato, um orc, por exemplo. Filhos da sujeira e da desordem, os teráticos não seguem os padrões de complexidade e coesão que norteiam os heróis.
O observador mais atento, contudo, notará um ponto de constância — a habilidade de antropofagia dos teráticos. Não se trata de apenas um hábito por carne humana — ou humanóide —, mas, sim, no sentido aplicado à prática dos indígenas nativos de nosso país, o de devorar o adversário para absorver suas potencialidades. A antropofagia praticada pelos demônios, contudo, produz efeitos bem mais consistentes que os da superstição indígena. E, de modo análogo ao movimento cultural brasileiro homônimo aparentado ao Tropicalismo, as qualidades do devorado não são apenas assimiladas, mas adaptadas ao gosto do devorador.
Experimente ter a pele do rosto de seu personagem arrancada brutalmente. Por alguns segundos, que parecem uma eternidade, a visão horrenda da face — agora dissociada do anteriormente conjunto harmônico que era o herói — como uma máscara flácida e sem vida, segurada por uma mão da qual nascem tocos de dedos em desordem; a seguir, a pele inerte é posta sobre os buracos doentes, dos quais escorrem pus e bile — a coisa mais próxima de um rosto que o mostro pode vir a ter —, e rapidamente incorporada à estrutura. O personagem se contorce no chão, enquanto o grupo vislumbra, apavorado, a visão da face serena, de pele impecável do companheiro, encabeçando aquele amontoado dantesco.
As coisas podem vir a piorar quando parte do cérebro do herói, arrancada por um pseudópodo mandibulado introduzido pelo nariz, é enterrada na própria cabeça da criatura, sangue fétido escorrendo profusamente pela abertura auto-infligida, enquanto partes do cérebro monstruoso, animadas como vermes, envolvem o naco de massa cinzenta roubado, que passa a fazer parte daquele amontoado de matéria orgânica...
...e inorgânica. Não só músculos e vísceras são passíveis de ser absorvidos pelos teráticos — metal, ferramentas, acessórios... o desespero faz com que tentem resolver seu dilema formal com qualquer coisa que pareça apropriada. Um amontoado de pernas, como uma árvore, cujo tronco é um torso que usa dos braços hipertrofiados para locomover-se, pode apresentar, por exemplo, um membro mecânico com uma pistola — ou motosserra — acoplada. Aí jaz o maior perigo destes horrores — os teráticos, junto com as partes incorporadas, absorvem também habilidades a elas ligadas. Um terático que devore o cérebro de um habilidoso cientista não só terá agora um grande intelecto — saberá também construir peças mecânicas crapulosas. Conhecimento arcano, poderes mágicos natos, ligação com uma fonte de poderes divinos, traços raciais — nenhuma capacidade está a salvo, pelo contrário: estão entre os pratos mais cobiçados e irresistíveis constantes do menu.
Claro que, à medida que adquirem habilidades e conhecimentos, começam a, numa tentativa de, de fato, tornarem-se iguais àqueles que devoram, serem atraídos por artefatos que simbolizem poder entre as raças esclarecidas — afinal de contas, há assuntos de maior complexidade ante aos quais brandir uma espada ou conjurar feitiços devastadores de nada servem —, em uma tentativa fadada ao fracasso de obter respeito e aceitação. O terático da ilustração, por exemplo, não limitou-se a devorar o encéfalo de uma engenheira: as próprias pernas em belas meias, e também os pés, vestidos em sapatos de salto alto — que aludem à elegância e ao poder —, também foram incorporados — estas eram, afinal, também "armas" da vítima. Outros tentam incorporar "ferramentas" de certo valor estético, como talheres de prata e membros de manequins e bonecas. Outras possibilidades incluem perucas, olhos de vidro, roupas — rasgadas e manchadas —, dinheiro... Outros favorecem instrumentos médicos — bisturis, seringas, prostéticos. Tais adições, mesmo que meramente cosméticas, tornam-se uma ferramenta valiosa nas mãos de um mestre hábil com descrições, que pode construir uma visão ainda mais perturbadora do demônio, além de conferir uma certa tentativa de humanidade, passível de despertar sentimentos piedosos nos jogadores.
Em jogo
Um confronto com um demônio terático dá a um mestre experiente uma gama de ferramentas, dada a natureza de constante modificação destas bestas. Os jogadores deverão pensar rápido, e os personagens, ser ligeiros se estiverem a perseguir um destes monstrengos — se ele conseguir escapar, não há como saber que tipo de habilidades ele apresentará a seguir. Preparar-se com eficácia contra um destes requer planejamento e investigação — cada vítima encontrada pode fornecer uma pista importante, desde que haja uma análise cuidadosa.
Em termos de regras, estes monstros serão modulares — diversos blocos, desde Dado de Vida e a quantidade dos mesmos, perícias de ataque e outras características especiais, desde imunidades e habilidades similares à magia a membros extras estarão disponíveis para se montar um demônio terático inicial, que, juntas, totalização o ND do monstro. Em comum, demônios têm apenas a capacidade de drenar habilidades e níveis. O tipo? Extraplanares — sempre com o acréscimo de um ou mais tipos, que podem ser congênitos ou adquiridos através da antropofagia.
Palavras Finais
Sim, a coluna romanciana esteve ausente por um bom tempo. Ela voltou — o projeto, contudo, continua. Muito foi feito em termos de revisão e complementação de assuntos já expostos — o que daria origem a colunas redundantes —, uma vez que a perspectiva de publicação do livro requer que o mesmo seja aprimorado.
Dentre algumas mudanças, a adoção de OGL — em detrimento do selo d20, para não serem necessários três outros livros para jogar. Dêem adeus às Tendências — em um cenário em que conceitos de "bem" e "mal" são mais complexos e subjetivos, tons de cinza são priorizados sobre o preto-e-branco. Adeus também ao bardo do Monte Cook — não, não será o do Livro do Jogador either. Mais detalhes nas próximas matérias, que não deverão rarear tanto.
Àqueles que apreciam o cenário, novamente agradecemos pelo apoio e pelas opiniões construtivas.
Pela estética, rock'n'roll e bom café!
Texto: Remo di Sconzi Ilustração: Rodrigo Borges
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por
| Tópico
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| zerg |
Publicado: 01/01/2007 11:59 Atualizado: 01/01/2007 11:59 |
Aprendiz   Usuário desde: 19/6/2004 Localidade: Mensagens: 65 |
 Re: Antagonistas, afinal: A Feiura Citando: Uma elfa-lótus, de olhar oblíquo — olhos amendoados maquiados com esmero — e convidativo por trás de um leque finamente ornado? Pense novamente: por trás do leque há uma bocarra, munida de cinco fileiras de dentes Até aqui tava me lembrando muito a Milena do Mortal Kombat... E esse monstro da imagem parece uma cruza de Alien com um Troll de Warcraft e um cenobita. Aliás acho que os Cenobitas se enaixam perfeitamente como antagonistas neste cenário. Agora esta idéia de monstros modulares é deveras interessante, só temo que seja difícil bolar um sistema legal para o ND de um bicho desses. Shido, vcs pretendem liberar um preview dessas regras?
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| michelpedo |
Publicado: 02/01/2007 16:00 Atualizado: 02/01/2007 16:00 |
Cavaleiro   Usuário desde: 09/10/2005 Localidade: Mensagens: 137 |
 Re: Antagonistas, afinal: A Feiura Quando d&d encontra Kult !
Cara que é isso ? Grande texto !!! Grande talento, nota 10 !!! Fiquei babando !!!!
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| shido_vicious |
Publicado: 02/01/2007 16:17 Atualizado: 02/01/2007 16:18 |
Legendário   Usuário desde: 25/4/2005 Localidade: St. Paul City Mensagens: 507 |
 Re: Antagonistas, afinal: A Feiura Citando: Até aqui tava me lembrando muito a Milena do Mortal Kombat... My bad! Não era a intenção — é algo a ser melhor observado, futuramente. É interessante manter-se longe de referências, hã..., pouco estéticas. Citando: E esse monstro da imagem parece uma cruza de Alien com um Troll de Warcraft e um cenobita. Aliás acho que os Cenobitas se enaixam perfeitamente como antagonistas neste cenário. Na parte visual, não havíamos pensado nisso — o artista que fez a ilustração curte o cara que fez os aliens (cujo nome me escapa), mas Warcraft veio como surpresa. Os cenobitas, acabei pensando nisso também depois de escrever — mas é natural, visto que eles foram onipresentes durante a infância. O conceito deles, de fato, se encaixa como uma luva. Citando: Agora esta idéia de monstros modulares é deveras interessante, só temo que seja difícil bolar um sistema legal para o ND de um bicho desses. Shido, vcs pretendem liberar um preview dessas regras? O sistema está sendo elaborado, mas, de fato, não é simples. Temos planos de liberar um demo pack ou uma aventura em algum tempo — os monstros estarão presentes, com as regras junto. Aguarde. =) Citando: Quando d&d encontra Kult !
Cara que é isso ? Grande texto !!! Grande talento, nota 10 !!! Fiquei babando !!!! Muito agradecido! =) De fato, há mesmo umas coisas "kultianas", mas, then again, são elementos interessantes para um jogo de RPG, pensamos.
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| xHyPeRxMeTaLxSoNiCx |
Publicado: 02/01/2007 21:45 Atualizado: 02/01/2007 21:45 |
Escudeiro   Usuário desde: 14/3/2004 Localidade: StarDust SpeedWay Mensagens: 4 |
 Re: Antagonistas, afinal: A Feiura Parabén! Bizarro e MUITO bem escrito! A busca desse site é uma droga, teria como postar aqui o link para as outras matérias? Desde já agradeço! An GO GO GO ROMÂNCIA! 
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| Adriana |
Publicado: 02/01/2007 22:37 Atualizado: 02/01/2007 22:37 |
God (admin.)   Usuário desde: 28/4/2003 Localidade: Cambuquira - MG Mensagens: 1323 |
 Re: Antagonistas, afinal: A Feiura Usando o search do site... http://www.rederpg.com.br/portal/search.php?query=Rom%E2ncia&mid=26&action=showall&andor=ANDAté o momento, ocupa praticamente todas as chamadas da primeira página da busca e mais 2 na página seguinte. São fáceis de achar pois exceto alguns poucos que tem títulos um pouco diferentes (mais igualmente sugestivos como raças româncianas ou nações româncianas), todos os demais começam com Romância: alguma coisa... No meio obviamente tem alguns outros artigos que continham a palavra romância no seu conteúdo, mas como disse antes, pelo título na listagem é fácil achar os artigos anteriores.
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| leopaixao |
Publicado: 03/01/2007 21:29 Atualizado: 03/01/2007 21:29 |
Legendário   Usuário desde: 26/9/2003 Localidade: Belo Horizonte-MG Mensagens: 1047 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Cara, definitivamente um texto muito visceral! Um pouquinho barroco demais (pro meu gosto pessoal, claro), mas bastante apropriado para proposta do cenário. Confesso grande surpresa (positiva!) com o material até então disponível.
Agora, Shido, não consigo entender como um cara que insisti em execrar o lado sujo/doentio/nú-e-cru/visceral me faz um texto (ou colabora) tão escatológico como esse...
Perceba que não é uma crítica: gostei mesmo do texto...
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| LexSantana |
Publicado: 04/01/2007 01:26 Atualizado: 04/01/2007 01:26 |
Escudeiro   Usuário desde: 01/12/2005 Localidade: Manaus - AM Mensagens: 21 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Foi como assistir à cerimônia do Oscar sob um feitiço de "Visão da Verdade".
As seqüelas serão permanentes.
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| DrunkenWizard |
Publicado: 04/01/2007 03:20 Atualizado: 04/01/2007 03:20 |
Legendário   Usuário desde: 22/5/2004 Localidade: Mensagens: 1988 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Eis algo que cairia coma uma luva com a mistura de Mutation Points do d20 Apocalypse e Villain Classes do Iron Heroes ( Na verdade, seu Monster Guide e Master Guide).
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| shido_vicious |
Publicado: 07/01/2007 19:42 Atualizado: 07/01/2007 19:42 |
Legendário   Usuário desde: 25/4/2005 Localidade: St. Paul City Mensagens: 507 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Citando: Agora, Shido, não consigo entender como um cara que insisti em execrar o lado sujo/doentio/nú-e-cru/visceral me faz um texto (ou colabora) tão escatológico como esse... Agradecido que tenha gostado! Pois então, eu, de fato, evito essas coisas sempre que posso — mas o cenário tem de ser completo, e, como as bases são beleza e coesão de forma, faz-se necessário o lado oposto — a desordem formal, com tudo de crapuloso que vem no pacote. O belo, afinal, só o é por contraste. E vale lembrar que o Romância também tem o Marquês de Sade entre suas influências — cuja obra é, além de devassa, escatológica. Citando: Foi como assistir à cerimônia do Oscar sob um feitiço de "Visão da Verdade".
As seqüelas serão permanentes. Mas sem, ao menos, o vestido aquele de cisne, que a Björk usou certa vez, que causou uma comoção infernal. 
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| Neuromancer |
Publicado: 07/01/2007 20:01 Atualizado: 07/01/2007 20:01 |
Escudeiro   Usuário desde: 19/6/2004 Localidade: Mensagens: 12 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura lovecraft encontra sade... para uma festinha particular.
ótimos monstros (ótima motivação), diversas possibilidades etc. hg riger medieval.
tomara que o livro seja longo e ótimo, apesar de não jogar rpg há anos, talvez compre pelo prazer da leitura.
uma pergunta: tapa-olhos são mal-vistos em romância???
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| Neuromancer |
Publicado: 07/01/2007 20:11 Atualizado: 07/01/2007 20:11 |
Escudeiro   Usuário desde: 19/6/2004 Localidade: Mensagens: 12 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura shido, uma referencia visual geral para romancia: egon schiele.
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| shido_vicious |
Publicado: 07/01/2007 23:23 Atualizado: 07/01/2007 23:23 |
Legendário   Usuário desde: 25/4/2005 Localidade: St. Paul City Mensagens: 507 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Citando: uma pergunta: tapa-olhos são mal-vistos em romância??? Elle Driver = cool. Piratas = cool. Logo, tapa-olhos são fair play e até incentivados! Citando: shido, uma referencia visual geral para romancia: egon schiele. Uma palavra apenas: apaixonante! Falando em arte, tens algum portfólio ou desenhos seus que eu pudesse ver? Manda para o email ali no link do Dark Mademoiselle Studio no início da matéria, nas letrinhas pequenas. Merci!
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| Damaran |
Publicado: 27/04/2007 00:52 Atualizado: 27/04/2007 00:52 |
Campeão   Usuário desde: 06/2/2006 Localidade: Mensagens: 483 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura teu estilo literário realmente é louvável! e tem umas ilust q eu vi, acho q dos vampiros ou elfos, n lembro, que ficaram muito boas mesmo!
só n entendi o salto alto no monstro! sei lá... tirou aquela sensação pesada e sombria, e deu um toque meio "abominação-david-bowie"... meio #OOPS#a huehuehue
no mais, o resto está muito bacana! eu compraria se saísse em livro! =)
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| lokiranger |
Publicado: 30/10/2007 21:10 Atualizado: 30/10/2007 21:10 |
Escudeiro   Usuário desde: 05/7/2004 Localidade: Salvador BA Mensagens: 34 |
 Re: Romância:Antagonistas, afinal: A Feiura Escatologia sempre é um meio de medida para se perceber quando termina a imaginação e começa a apelação! Bizarro, não gostei e achei nojento, isso nunca ia funcionar em uma mesa de jogo, seria a coisa mais nojenta! Na verdade acho que foi a coisa mais nojenta que eu já li, na moral! muito ruim! Não vi nenhuma necessidade e não entendi pra que vc escreveu essa porcaria ai. Desculpe falar mal do seu texto, mas vc botou ai pra gente dar nossa opinião, não?
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