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RPGs Alternativos : Don't Rest Your Head (resenha)
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| Enviado por RedeRPG em 20/01/2008 00:10:00 (1667 leituras) Notícias do mesmo autor |
 Por Clayton Mamedes Equipe REDERPG SEM DESCANSO
Existem momentos em nossa vida em que somos privilegiados com certas inovações que aparecem em meio a um ambiente já altamente saturado e viciante. Tal acontecimento às vezes não agrega muito valor ao que já existe, porém somente o simples fato da tentativa de mudança já é algo positivo a se considerar.
Foi assim na década de 90 com o Nirvana na música, e mais recentemente nas telas do cinema com Matrix: desconsiderando a preferência pessoal de cada um, ambas inovações foram desconcertantes para a sua época, influenciando outras obras futuras.
Agora, qual a relação disso com RPG?
Como em outros aspectos mundanos (música, cinema, moda, etc) o RPG também é afetado pela temida falta de criatividade e ausência de novidades. Entra ano, sai ano e vemos os mesmos jogos e os mesmos conceitos, apenas com uma ligeira maquiagem, entitulada de nova edição.
Porém, esporadicamente somos presenteados com algum jogo inovador, seja na temática ou no sistema de regras. E são estes jogos que costumam marcar época e influenciar outros.
Bisbilhotando alguns fóruns estrangeiros, encontrei uma certa discussão sobre um novo jogo, elaborado por uma editora independente. O fato era que esse novo jogo era altamente elogiado, trazendo uma mecânica inovadora, assim como a ambientação. E o mais curioso: era um RPG de Horror Lovecraftiano.
Curioso, encomendei uma cópia em PDF pelo site da editora, imprimi e fui logo totalmente absorvido pelo seu excepcional conteúdo.
O nome desta obra-prima: Don’t Rest Your Head (DRYH). E garanto que ele vai entrar na sua cabeça.
 O Jogo
Imagine que, por algum motivo fortuito (uso de drogas, violência sexual, desilusão, etc.) você não consegue dormir mais. E a sua insônia faz com que você consiga perceber certas coisas no mundo que as outras pessoas não conseguem: vultos estranhos na calada da noite, sussurros na escuridão, passagens que não deveriam estar lá e por aí em diante... Como o próprio autor diz, algum “clique” na sua cabeça fez com que você despertasse.
Estando neste estado de vigília, seu personagem fatalmente chegará (através de uma destas passagens que não deveriam existir) a uma outra realidade: uma cidade sempre escura, onde pessoas e objetos de todas as época da Humanidade se misturam, um lugar onde as pessoas caminham (e fogem) de Pesadelos, um lugar chamado Mad City.
Os Insomaníacos (os personagens do jogo) são pessoas comuns, afetadas pela falta de sono, que possuem algum objetivo ou meta na vida. A busca deste objetivo é o tema central do jogo, e será o enredo que guiará as suas aventuras na Mad City. Outro aspecto interessante é que, devido ao estilo de vida sem dormir, os personagens acabam desenvolvendo habilidade especiais, chegando até mesmo a poderes sobre-humanos.
Como todo RPG Lovecraftiano, a insanidade está presente. No decorrer do jogo, seu personagem é assolado pela loucura e exaustão, tratados por uma mecânica muito interessante. Se, por algum motivo, o seu personagem atingir o máximo nível de loucura, é o fim da linha: ele vira um NPC, transformando-se em um Pesadelo.
Além dos NPC loucos, os Pesadelos povoam intensamente a Mad City, variando de “quase” inofensivos garotos feitos de papel dobrado, passando por policiais movidos a corda e chegando a entidades quase míticas, como o Wax King.
Praticamente qualquer tipo de aventura pode ser explorada na Mad City: pais em busca de seus filhos que desapareceram ao serem sugados por algo debaixo da cama; um músico em busca de inspiração para a sua próxima música; etc. Logicamente, sempre com alguns pesadelos no seu calcanhar...
O Sistema
Além do cenário extremamente original e cativante, DRYH oferece um sistema de criação de personagens simples e funcional, o que encaixa perfeitamente com o ritmo do jogo em si. Cada personagem, possui apenas 3 atributos: Discipline, Madness e Exhaustion, e todos começam o jogo em condições iguais, com 3 pontos em Discipline. Já Madness e Exhaustion são obtidos durante o jogo.
Continuando a criação do personagem, você deve responder a 5 questões básicas, que irão resultar na sua história passada, conceito e objetivos. Após isso, basta escolher 2 talentos para o seu personagem: os chamados Exhaustion Talent (algo que você faz melhor do que os outros, como correr, cálculos matématicos, etc, mas ainda considerados como um dom perfeitamente normal) e o Madness Talent, que representa um verdadeiro dom sobre-humano, como a capacidade de voar, desviar de balas, e por aí vai. Mas não se engane pensando que a presença destes talentos deixa o jogo com cara de Super Heróis. A utilização destes poderes, apesar de extremamente simples na mecânica do jogo, é muito rara e de difícil execução para o personagem, acrescentando um ótimo aspecto dramático ao jogo.
DRYH utiliza somente dados de 6 faces, porém toneladas deles! É recomendando que se utilize polígonos de cores diferentes, representando as várias pilhas de dados do jogo. Assim temos 3 dados brancos para Discipline, 6 pretos para Exhaustion, 6 a 8 dados vermelhos que representam a Madness e mais alguns de qualquer cor (pode ser aqueles amarelos do War) para representar a Pain (ou Dor).
Com esta quantidade imensa de dados, pode parecer complicado, mas o sistema é muito simples, funcional e divertido. Cada dado representa 1 nível na habilidade correpondente, e você consegue um sucesso com um resultado de 3 ou menos. A cada teste você rola 3 dados representando o seu atributo. A pilha de dados de Pain representa a intensidade do desafio apresentado pelo Mestre ou a força de um NPC.
Um outro aspecto muito peculiar é o uso da Exhaustion (ou Exaustão). Como os personagens principais estão sob uma condição de insônia, o atributo Exhaustion mede o quão cansado você se encontra, variando de 0 até 6. Em nível zero, você está bem descansado, porém não é possível ativar nenhum Exhaustion Talent. Antes de qualquer teste, você pode adicionar 1 dado extra ao rolamento, aumentando o seu nível de Exhaustion em um (o que representa um esforço adicional para a realização da tarefa). Este bônus não desaparece no final do turno, acompanhando o personagem pelo restante da aventura. Quando o seu nível de Exhaustion chegar a 6, o seu personagem cai no sono, perdendo toda a capacidade de realizar alguns feitos sobre-humanos.
No decorrer do jogo, existem mecânicas adicionais para o uso de Exhaustion e Madness, que fazem a interpretação e o gerenciamento deste atributos um verdadeiro inferno (no bom sentido para os players): quanto mais se usa os benefícios destes atributos, mais o seu personagem se afunda, como se absorvido por uma espiral de puro caos... Como disse um amigo meu: “Isso deixa as regras de Sanidade de Call of Cthulhu no chinelo!”. Não sei se podem ser comparadas, devido às suas particulariades, mas tratam-se de regras realmente excelentes!
DRYH ainda utiliza um sistema de fichas, que podem ser utilizadas para alterar os resultados dos lançamentos. São chamadas de fichas de Hope (Esperança), usadas para ajudar os personagens, e as fichas de Despair (Desespero), que costumam causar mais problemas. Novamente aqui, as regras para utilização são simples e bastante funcionais, e o uso das fichas acrescenta muito ao ritmo de jogo.
O Livro
Feito por um estúdio independente, DRYH é apresentado em um arquivo .pdf de 87 páginas, sendo somente a capa colorida. A qualidade gráfica também é simples, com uma diagramação em coluna única e poucas ilustrações em preto-e-branco. Destaque para o resumão das regras, que ocupam uma unica página no meio do livro.
O livro começa com o capítulo dedicado à construção dos personagens e mecânica de jogo, que ocupa metade do volume. Na parte restante, temos a descrição do cenário e das principais criaturas do ambiente. Esta parte é bem aberta, fornecendo detalhes para que o Mestre possa expadir ou interpretar a ambientação como bem entender. Ainda neste capítulo existem várias dicas de como mestrar aventuras de DRYH. Finalizando o livro, pode-se encontrar uma grande listas de referências, muito úteis por sinal.
O ponto negativo do livro se dá pela ausência de uma aventura introdutória. Pessoalmente sou a favor de aventuras prontas nos livros básicos. Este bônus é mais relevante ainda no caso de DRYH, pela peculiaridade do jogo em si. Como resultado, alguns grupos podem se sentir um tanto perdidos no princípio, até que o Mestre possa “pegar o espírito” do jogo.
Conclusão
DRYH é um excelente livro. Há muito tempo não lia uma obra que me envolvesse tanto do princípio ao fim, fornecendo várias idéias para aventuras. Durante o jogo que fiz para experimentá-lo, o sistema mostrou-se extremamente sólido e fluído, proporcionando cenas memoráveis. As mecânicas de pilhas de dados, talentos e fichas funcionaram muito bem, fazendo com que a adminstração dos pontos de Exhaustion se tornasse um capítulo a parte.
Como pontos fracos, além da ausência da aventura introdutória citada acima, pode-se destacar a presença de poucos detalhes na descrição da ambientação, fazendo com que o Mestre seja criativo para realizar uma expansão, ou a presença de um suplemento (sem previsão de lançamento) seja necessária.
Em resumo, este jogo vale cada centavo. São raras as ocasiões em que vemos uma obra ser tão inovadora e revolucionária. Se tiver a oportunidade, jogue ou compre um exemplar; você não irá se arrepender. Caso contrário, poderá passar muitas noites em claro, pensando sobre o ótimo jogo que estará perdendo... Fique alerta e não descanse sua mente!
Ficha Técnica:
Don’t Rest Your Head – A game of insomnia in the Mad City Por Fred Hicks, 87 pgs em .pdf www.evilhat.com
Notas (de 1 a 6) Layout/Arte: 3 Texto: 5 Conteúdo: 6 Notal Final: 5
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.
| Enviado por
| Tópico
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| Hugo_Lima |
Publicado: 20/01/2008 09:54 Atualizado: 20/01/2008 09:54 |
Legendário   Usuário desde: 08/5/2004 Localidade: Petrópolis-RJ Mensagens: 1000 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Hun... fiquei interessado. Porém, não tenho como conseguir esse jogo. Acho que vou ficar só na vontade mesmo. Citando: O ponto negativo do livro se dá pela ausência de uma aventura introdutória. Pessoalmente sou a favor de aventuras prontas nos livros básicos. Este bônus é mais relevante ainda no caso de DRYH, pela peculiaridade do jogo em si. Como resultado, alguns grupos podem se sentir um tanto perdidos no princípio, até que o Mestre possa “pegar o espírito” do jogo. Eu concordo completamente. Principalmente num jogo de horror, o grupo pode demorar a acertar o passo com o sistema e a história do jogo sem uma aventura introdutória para exemplificar certos aspectos práticos. Enfim, nem tudo é perfeito.
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| jonathanrpg |
Publicado: 20/01/2008 10:00 Atualizado: 20/01/2008 10:00 |
Escudeiro   Usuário desde: 05/11/2006 Localidade: Mensagens: 32 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Muito bom. Boa resenha. Espero que chegue ao Brasil.
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| Maximum |
Publicado: 20/01/2008 12:32 Atualizado: 20/01/2008 12:32 |
Aprendiz   Usuário desde: 03/10/2003 Localidade: Mensagens: 79 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Eu tenho o jogo e posso garantir: pra quem não tem medo de experimentar algo não-tradicional, o jogo é excelente, especialmente porque entrega exatamente o que se propõe.
Tomara mesmo que apareça por aqui!
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| Mamedes |
Publicado: 20/01/2008 13:09 Atualizado: 20/01/2008 13:09 |
Escudeiro   Usuário desde: 25/3/2006 Localidade: São Paulo / SP Mensagens: 39 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Olá.
Se vc tem acesso a cartão de crédito internacional e não tem problemas com inglês, recomendo encomendar uma cópia em pdf pelo site da produtora do game (custa cerca de R$15,00). Assim, vc poderá imprimir o conteúdo todo, ou somente a página de resumo das regras. E bom divertimento.
Outro comentário: justiça tem q ser feita; apesar da ausêncai da aventura inicial, DRYH possui vários exemplos de jogo espalhados pelo livro, o q ajuda mto no entendimento das pouquíssimas e simples regras...mas nada substitui uma aventurinha básica!
Até.
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| jonathanrpg |
Publicado: 20/01/2008 19:26 Atualizado: 20/01/2008 19:26 |
Escudeiro   Usuário desde: 05/11/2006 Localidade: Mensagens: 32 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) É baseado em que conto do Lovecraft?
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| Mamedes |
Publicado: 20/01/2008 23:29 Atualizado: 20/01/2008 23:29 |
Escudeiro   Usuário desde: 25/3/2006 Localidade: São Paulo / SP Mensagens: 39 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Na realidade, não é baseado nos contos de HPL. Apenas é "classificado" como Horror Lovecraftiano, devido à sua temática envolvendo entidades misteriosas e, principalmente, a loucura!!
Até.
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| Wykthor |
Publicado: 20/01/2008 23:53 Atualizado: 20/01/2008 23:53 |
 Usuário desde: 14/9/2003 Localidade: Rio de Janeiro - RJ Mensagens: 3256 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Ah, Don't Rest your Head :) Eu tinha comentado sobre ele com alguns amigos na EIRPG passada (e o Itiro até falou que poderia mestrar) e como gostaria de conhecê-lo (assim como o Little Fears). Boa resenha.
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| Zimmermann |
Publicado: 21/01/2008 18:37 Atualizado: 21/01/2008 18:37 |
Escudeiro   Usuário desde: 13/9/2006 Localidade: Mensagens: 16 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Don’t Rest Your Head consegue passar todo esse clima com apenas 87 páginas? Impressionante.
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| Mamedes |
Publicado: 21/01/2008 21:59 Atualizado: 21/01/2008 21:59 |
Escudeiro   Usuário desde: 25/3/2006 Localidade: São Paulo / SP Mensagens: 39 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Sim, é um ótimo livro realmente!! Logicamente, o bxo número de páginas tem como consequências, como a ausência da aventuta e maiores detalher na ambientação.
Até.
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| ARLOCK |
Publicado: 21/01/2008 22:49 Atualizado: 21/01/2008 22:49 |
Escudeiro   Usuário desde: 19/10/2006 Localidade: Monte Santo - BA Mensagens: 9 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Achei muito interessante. Mas uma tradução pra português seria bom né?
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| Gun_Hazard |
Publicado: 22/01/2008 13:14 Atualizado: 22/01/2008 13:14 |
Campeão   Usuário desde: 23/5/2004 Localidade: Santana de Parnaiba SP Mensagens: 272 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Bom ele pode ser muito Inovador quanto a Sistema mas sobre ambientacao me lembrou muito o Classico "Kult".
Logo ele eh algo diferente da Tematica MMORPG na qual os RPGs estao caminhando, mas eh um "RPG CLASSICO" Sim!
Ele nao tem nada de muito inovador (Fora talvez a sistematica), mas veio em uma hora excelente.
Ja que se andam fazendo tanta #OOPS# por ai...
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| Entreri |
Publicado: 22/01/2008 16:01 Atualizado: 22/01/2008 16:01 |
Aprendiz   Usuário desde: 18/7/2007 Localidade: Divinópolis Mensagens: 83 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) Realmente é um bom cenário de jogo e, difinitivamente, algo que foge às características atuais. O sistema de regras próprio parece ser ineteressante e inovador. Mesmo não tendo ilustrações tão arrebatadoras como o D&D pode-se ambientar uma idéia do cenário sem elas.
Mas que este é um marco por "renovar idéias" é um absurdo! Deixar o nosso querido dado de 20 faces de lado não é fugir ao comum, é voltar ao normal, já que ele é próprio para o D&D e outros sistemas utilizam d6 (o dado mais utilizado em outros jogos, senão o d20 System). E mesmo seus elementos... São exatamente os que são utilizados em Ravenloft, Silent Hill e Fatal Frame. Nesse ponto, realmente, ele é igual ao Nirvana e ao Matrix - um apenas seguiu a nova ideologia que estava se iniciando com o Guns 'N Roses na turnê Use Your Illusion e o outro apenas espõe uma teoria quântica há muito conhecida.
Se eu apostaria no cenário? Sim, é claro que apostaria! Mas se eu o chamaria de inovação? Acho que não. Respeito a opnião dos outros, assim como respeito o bem trabalhado cenário. Esta é minha opnião e estes são os ponto que me levaram a tê-la - não quero inimizades ou desavenças com ninguém, apenas dividir minha opnião com os outros e vice-versa. Assim todos aprendem com todos.
Falou, galera. Abração.
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| Mamedes |
Publicado: 22/01/2008 22:09 Atualizado: 22/01/2008 22:09 |
Escudeiro   Usuário desde: 25/3/2006 Localidade: São Paulo / SP Mensagens: 39 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) @ Entreri Inimizades? Ha-ha! Q isso?? As idéias expostas são para serem debatidas mesmo. E a sua opinião "contrária" é bem-vinda!! Vamos lá: eu considero um jogo inovador, analisando a ambientação e o sistema de regras, comparado-os com o restante do jogos disponíveis. Assim, qtos jogos podemos enumerar que utilizam a ambientação de DRYH? E qtos usam a temática de fantasia medieval? Creio q essa relação deva ser de 1/50... Qto ao sistema, a originalidade ou inovação não se medem (sob meu ponto-de-vista) se utilizamos dados de X, Y ou Z faces, e sim como eles são (ou não) utilizados! Qtos sistemas por aí se dão ao luxo de não possuírem estatísticas para Hit Points, nem regras para combate, e se mostram tremendamente fuídos durante o jogo? Isso sim é inovação. Já sobre o futuro de DRYH, tenho cereza que o seu destino aqui no Brasil não será diferente de mtos outros bons títulos fora do "mainstream": o total e desmerecido descaso. Porém, lá fora, tenho certeza q já marcou época...(vejam esta resenha em vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=SU03BdBcCps) E, pra finalizar: não gosto mto de Nirvana!! Clayton Mamedes Redator RedeRPG
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| Entreri |
Publicado: 23/01/2008 10:25 Atualizado: 23/01/2008 10:25 |
Aprendiz   Usuário desde: 18/7/2007 Localidade: Divinópolis Mensagens: 83 |
 Re: Don't Rest Your Head (resenha) E aí, Mamedes? Bondemáz?
Bem, não era meu objetivo ter uma visão "do contra". Pelo contrário, pois acho que vários tradicionalismos estão aquém do nível destes que fogem do conceitual - Ravenloft, Dark Sun (na minha opnião um dos melhores), o próprio Don't Rest Your Head e vários outros que não conseguem tanto espaço simplesmente porquê, apesar de alcançar um patamar além do comum em relação a qualidade, não segue uma linha de, digamos, estereótipos.
A única idéia avessa que tenho é de que não é exatamente uma novidade, já que já vimos tal ambientação em outros lugares. Acho que acaba sendo o próprio público alvo das grandes regentes do mercado do RPG que acaba restringindo o espaço de grandes jogos como o DRYH, já que a grande maioria prefere a tradição à inovação.
Sobre o sistema de regras, concordo em gênero, número e degrau com você! Qualquer um que é ousado o suficiente para deixar de lado a Open Game License do d20 System e consegue agradar com uma nova mecânica que foge aos estereótipos e, digo mais, consegue fazer dela algo a gerar tantas aprovações do público, merece, na minha opnião, minhas apostas.
Bem... Acho que é só. Além do quê, eu admiro o D&D que, olhando no geral, foi o grande inovador e gerador de todos os outros sistemas, certo? Porém nunca deixou de ser apenas uma idéia retirada das obras de Tolkien. Então agora ficou claro, eu acho... Assim como o próprio D&D, não acho que DRYH seja, exatamente, original; mas, como o D&D, é muito bom!
E por hoje é só.
(Só?! Você enche a gente com um texto mais enrolado do mundo, do tamanho da bíblia e fala "só"?!)
Então falou, galera! Um abraço!
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