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RPG: D&D : 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo paradigma
Enviado por Adriana em 11/07/2008 00:40:00 (1595 leituras) Notícias do mesmo autor
RPG: D&D

Autor: Jdillard
Tradução: Eric “Keldon_Draconian” Fernandes
Fonte: ENWorld


Então, eu sou um usuário inativo já tem algum tempo aqui no ENWorld. Eu decidi que é finalmente hora de começar um tópico. Eu tenho jogado a Quarta Edição por alguns meses agora, já que sou amigo de alguns empregados da Wizards of the Coast. Mesmo não podendo discutir especificidades do sistema, eu posso falar sobre as impressões que tive, e eu sinto que já tenho uma boa impressão de como é a sensação de jogar e de como o jogo funciona.


De qualquer forma... Vou direto ao ponto agora.

Eu continuo a ver muitas discussões em muitos, muitos tópicos a respeito de opções. Eu vejo muita gente, tanto a favor quanto contra a 4E, dizendo que o jogo está mais restrito, você não pode fazer tanto com os personagens e por assim vai.

Eu vi várias pessoas tentando argumentar o oposto. Eles discutiram "optimização do grupo" ao invés de "optimização de personagem", ou comparar um guerreiro de primeiro nível da 3E com um da 4E.

Mas em um tópico aparentemente não relacionado, eu vi muitos, muitos argumentos sobre como a 4E é melhor em jogo do que aparenta no livro. Minha experiência pessoal concorda com isso.

A despeito disso, eu e muitos outros estamos tendo uma ótima impressão jogando o jogo. Então, por que? Se o jogo é tão restritivo, se realmente existem menos opções, então por que ainda é tão divertido? E como isso se relaciona com o tema recorrente de que é mais divertido jogar do que ler?

Para onde foram minhas opções? - O novo paradigma.


3E - Com o que já estamos familiarizados.

Na edição anterior (3.x) com a qual a maioria de nós estamos familiarizados, a maioria das opções para o personagem eram construídas no processo de criação do personagem. Isso iniciou a forte maleabilidade do sistema. Em qualquer ponto, em qualquer nível, eu posso pegar meu próximo nível em qualquer classe que eu possa querer (assumindo que eu cumpra os pré-requisitos). Quando eu quero criar um personagem de nível 20, eu tenho 20 "unidades" de construção, baseadas exclusivamente em níveis de classe. Eu pego uma coisa aqui e ali e termino. Ou eu posso pegar todos os vinte níveis em uma única classe.

Mais ainda, você tem talentos e perícias. Conjuradores têm magias. Toneladas e toneladas de opções. Com tempo suficiente, com somente o Livro do Jogador, eu posso criar centenas de personagens de nível 20, todos claramente diferentes. Claro, muitos deles seriam péssimos de se jogar (guerreiro 10/ mago 10 por exemplo). Ainda assim, são toneladas de opções.

Contudo, uma vez que você construa seu personagem e esteja realmente jogando, suas opções se reduzem dramaticamente. Com exceção de todos os conjuradores flexíveis (me refiro aos magos e clérigos, que não estão restringidos por um máximo de magias conhecidas), o resto dos tipos de personagem ainda eram muito limitados nos tipos de ação que podiam fazer. Isso é definitivamente verdade em combate, mas se aplica em situações "fora da arena".

Mesmo o seu guerreiro corpo-a-corpo podendo escolher muitas opções diferentes para começar, uma vez em combate ele tem uma ou duas coisas que ele realmente costuma fazer constantemente. O guerreiro de armadura pesada corre e permanece ao lado do monstro, acertando com sua espada larga. O guerreiro de corrente com cravos realiza seus desarmes e imobilizações ou até seus ataques de oportunidade. O ladino procura uma posição para flanquear e usar ataques furtivos. Isso não necessariamente varia de combate a combate, exceto em situações em que o monstro é de alguma forma imune a uma tática em especial (como os mortos-vivos, imunes a ataques furtivos), e então você geralmente gasta tempo tentando imaginar soluções criativas que variam entre brilhantes a extremamente frustrantes para o Mestre.

Isso não é somente em combate. Considerando a imensa lista de perícias e a habilidade de ter uma variação tão grande em colocar pontos de perícia, você possui duas formas de criar seu personagem. Você pode se especializar em algumas poucas perícias, maximizando suas graduações de acordo com seu nível ou você pode tentar dividir os pontos entre múltiplas perícias. O primeiro funciona, mas o segundo geralmente só funciona em níveis mais baixos. Quando você alcança os níveis de dois dígitos o seu conceito de "razoável em várias coisas" se torna um "péssimo em muitas coisas" e por fim um "quase incapaz de fazer várias coisas" no final.

Então suponha que você se atenha com o conceito de especialista. Considerando quão ampla a lista de perícias é, você só pode ser "realmente" especializado em uma ou duas coisas. Você se esconde e se move em silêncio e você é fantástico nisso. O que você faz em um jogo? Tenta resolver problemas furtivamente. Você tem Saltar e Natação? O que você faz? Você tenta encontrar maneiras de saltar ou andar através de desafios. Do nível 1 ao 20 você tenta passar furtivamente através dos desafios ou saltar sobre os desafios.

Então, para concluir e reiterar o ponto: o paradigma da 3E é prover você com o máximo de opções na criação de personagem. Contudo, isso vem ao custo de muitos personagens perderem opções durante o próprio jogo. A única exceção a isso são alguns conjuradores, para os quais as opções são maximizadas praticamente durante toda a carreira. Eu discutirei isso um pouco mais tarde.


4E - O novo jogo.

Contrastando com o paradigma da 3E está o paradigma da 4E. E é definitivamente um contraste, já que a metodologia do novo sistema parece criada para abordar a situação de forma oposta.

Mesmo que queiramos argumentar que a 4E tenha muitas e muitas opções, e ela tem, comparar o vasto número de personagens que posso criar com um Livro do Jogador da Terceira e da Quarta Edição faz com que esse último fique muito atrás. O sistema não é maleável da mesma forma. Uma vez que eu escolha minha classe inicial, essa é minha classe para sempre. Agora, quando eu subo de nível eu tenho a opção de re-treinamento, para que eu possa trocar coisas que eu não gosto por coisas que gosto. Isso é legal, mas não significa muito quando eu estou simplesmente criando novos personagens do zero.

Existem muitos talentos, mas eles são muito restritos a alguma raça ou classe. Opções de multiclasse estão lá, mas no máximo permitem pequenos usos de poderes de outra classe, não ganhar completamente as habilidades daquela classe. A lista de perícias é significativamente menor e a mecânica de treino e uso de perícias faz com que especialização seja difícil, senão impossível em alguns casos.

Os argumentos que tenho visto para o significado dessas mudanças tanto dos usuários e dos designers se foca em duas coisas. Equilíbrio e diversão. Equilíbrio é fácil de ver. O conceito de "economia de ações" mantém a duração de uma rodada de combate baixa, e mantém a rodada de cada jogador consideravelmente semelhante. A mudança do mago em particular significa que todos os personagens tem "uma chance de brilhar", ao invés do mago ser capaz de fazer quase qualquer coisa com a magia correta. Pontos de vida são padronizados, BBA são padronizados, perícias são padronizadas e todas essas coisas previnem muito da flexibilização e significam que a maioria dos personagens de qualquer nível serão "jogáveis", senão excelentes.

E sobre a parte da diversão? Bem, isso se inclui no jogo. A 4E se foca não em opções de criação, mas em opções de jogo. É um conceito difícil de explicar, mas farei o meu melhor.

Um exemplo simples. Digamos que o poder de um ladino que cause dano a um inimigo e mova ele 3 espaços (tenho certeza que tem um poder do tipo, mas não tendo jogado com um ladino eu não conheço os nomes de cabeça). Soa como algo simples quando lemos. Em jogo, tem uma versatilidade impressionante. Eu posso mover o inimigo em posição de flanquear, então no próximo turno eu posso usar um ataque furtivo. Eu posso mover o inimigo ao redor do guerreiro, para que se ele quiser me atacar na próxima rodada ele tenha que lidar com a insistência do guerreiro. Eu posso mover ele para longe, para proteger um mago ou bruxo. Eu posso derrubá-lo de um abismo, em uma armadilha, na zona de dano de uma magia do bruxo ou mago, em terreno difícil e assim por diante.

É um poder com uma simples interpretação, mas uma vez que você tenha estado em combate te dá uma tonelada de opções que são todas dependentes da situação específica de combate na qual você está.

E isso é somente um de seus poderes. Você tem outros. Alguns dão mais dano. Outros podem cegar ou imobilizar um adversário. Outros podem acertar mais de um alvo ao mesmo tempo. E você pode usar todos eles na ordem que quiser. Eu posso me colocar em uma posição onde mover meu inimigo seja útil, ou senão, eu posso meramente tentar causar o máximo de dano possível. "Talvez agora seja uma hora melhor para imobilizar ao invés de mover meu inimigo".

Na 4E combate está constantemente mudando. Monstros se movem constantemente. Monstros se movem ao redor, armadilhas e terrenos mudam sua habilidade de se mover ou seus motivos para isso. O conceito de ação padrão/de movimento/menor significa que você pode atacar da mesma forma ficando no mesmo lugar ou se movendo, então frequentemente se mover em um combate é algo benéfico.

Uso de perícias é algo ajustado de maneira similar. Um número reduzido de perícias mais abrangentes significa que você pode fazer mais com qualquer perícia em particular. Uma única perícia agora cobre furtar bolsos, prestidigitação, desarmar armadilhas, falsificação e talvez até disfarce em alguns casos. Uma perícia, muitas utilidades. Furtividade agora cobre tanto mover-se em silêncio quando esconder-se. Natureza agora cobre lidar com animais, conhecimento local (em áreas selvagens), conhecimento da natureza e até alguma alquimia em criar poções (com o ritual correto). Arcana cobre tanto conhecimento e identificar magia, e até mesmo detectar magia, bem como muitos rituais. Quando eu escolho uma perícia para treinar na 4E, eu estou escolhendo ser melhor em uma longa lista de coisas diferentes e correlatas. Eu estou adquirindo blocos de perícia por um único treino, ao invés de me exceder em partes pequenas desse bloco ao custo de não ser bom em outros.

E mais, re-equilibrando a forma como perícias funcionam para incluir 1/2 do nível na jogada significa que um personagem não precisa ser altamente treinado e especializado para encontrar uso para a perícia. Um mago com destreza mediana pode se mover furtivamente agora, só não com tanta freqüência quanto um ladino treinado. Um anão com baixo Carisma ainda pode blefar para se safar de algo. Claro, será difícil, mas estamos abrindo mais opções dentro do jogo com isso. Eu jamais tentaria algo assim na 3E porque da forma como o sistema funcionava, em níveis medianos suas chances de sucesso seriam zero.

Então, concluindo essa parte: a 4E reduz o número de opções de criação de personagem em nome do equilíbrio em jogo, mas mais do que compensa pelo número de opções disponíveis "dentro do jogo".

Ainda lendo? Obrigado! Última parte.

Finalmente, para começar a amarrar as pontas, aqui vamos nós. Nós sempre vemos pessoas dizendo "não é tão legal assim quando você lê, mas quando você joga, é ótimo!" Por que? Bem, olhe para o que eu acabei de dizer. Eles tiraram as opções com as quais estamos familiarizados e as substituíram por opções com as quais estamos menos familiarizados. Eu olho para o novo Livro do Jogador e vejo poucas raças, poucas classes, com a remoção de toda a complexidade que a criação de personagem costumava ter. É mais simples de criar, fácil de "construir um conjunto" e deixando completamente a desejar em relação ao aspecto de maleabilidade do jogo anterior.

Você vê poderes que dizem "causa 2(A) a move o alvo 3 espaços". Isso te empolga? Não. Soa realmente vago no papel.

Que tal "trocar de lugar com um aliado como uma ação de movimento", "Explosão Restrita 1, cause algum dano e teletransporte 5 + Mod. de Int. espaços", "ganhe cobertura quando você move mais de 3 espaços" e "ganhe +5 para Furtividade até o fim da sua próxima rodada". Individualmente eles soam muito simples, mas não muito empolgantes.

Então eu vejo meu aliado usar uma ação menor e ativar seu bônus de +5 em Furtividade, realizar uma ação de movimento para trocar de lugar com o guerreiro que está cercado e tomando uma surra, usar o passo do outro mundo para causar dano em todos ao redor e usa o teletransporte que o poder concede para sair do meio dos inimigos como ação padrão, e então rola um teste de furtividade no fim disso por ele ser treinado na perícia e tem cobertura de seu outro poder de bruxo. Ele consegue um resultado alto e os inimigos não conseguem vê-lo.

O guerreiro está salvo, os monstros estão feridos e não podem descontar no cara que acabou de atacá-los, o Mestre está surpreso e o bruxo pode sentar e se tranqüilizar. Afinal, aqueles foram só poderes "por encontro", ele ainda tem seus poderosos poderes de uso diário sobrando.

Que venha a 4E, que venham as opções dentro do jogo. Eu amava sentar e pensar em construção de personagem por horas, mas não acho que vou sentir muita falta disso. Já estou tendo muita diversão jogando esse jogo!

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Enviado por Tópico
Keldon_Draconian
Publicado: 11/07/2008 17:03  Atualizado: 11/07/2008 18:34
Usuário desde: 26/11/2005
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Mensagens: 6684
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Essa não é minha opinião heim pessoal, somente uma tradução de um usuário que postou no Enworld.

Embora, diga-se de passagem, eu até concordo com ele em algumas das partes pró 4E.
HyPeR MeTaL SoNiC
Publicado: 11/07/2008 17:21  Atualizado: 11/07/2008 17:21
Escudeiro
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 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Excelente, resumiu parte das coisas que eu gostei e muito do 4º Edição.
astrablade
Publicado: 11/07/2008 22:49  Atualizado: 11/07/2008 22:49
Escudeiro
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 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Não jogo rpg a muito tempo, ma so meu mestre já nos mostrou a quarta edição. eu não gostei. sério. não é o meu tipo de jogo. o livro é lindo e tem um cheirinho estranho ,mas eu não gostei de jogar com ele mesmo. o combate demora décadas...
Guardiao_Mistico
Publicado: 12/07/2008 01:18  Atualizado: 12/07/2008 01:18
Cavaleiro
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 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Acho estranho astralblade, pq tudo mostrado e opiniões até agora mostram justamente o contrário. Pode ser que como o pessoal tá conhecendo as coisas agora, seja demorado mesmo, mas conhecendo regras, o combate vai bem rápido. Se tem uma coisa boa nessa transição da 3ªedição pra 4ª está na simplicidade e agilidade no combate. E comparando a outros sitemas, acho que conheço, acho que tirando 3D&T, D&D sempre teve combate rápido. Em Storyteller demorava, em Gurps tb, e no D&D 3, apesar de demorar um pouqinho as vezes, era bem menor que no resto.


Ainda não joguei mesmo pra poder ver se concordo não, mas creio que até onde vi e ouvi, parece que apesar de descrições meio "broxas" de habilidades, que a funcionalidade geral do sistema tá muito melhor.
birdbardo
Publicado: 12/07/2008 09:39  Atualizado: 12/07/2008 09:39
Escudeiro
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 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Sinceramente a 4ed deixou a desejar no quesito diversão e vê-se nitidamente que o jogo é um caça- níqueis.O combate é rápido no começo depois o jogo fica tão estratégico que parece que vc foi transportado para uma partida de Warcraft e fica horas para terminar um combate contra kobolds !A raídez fica somente na passagem de turno , mas o combate ainda demora.Simplificar não quer dizer melhorar,O d&d 3e dava várias opções , apesar de ser lento era divertido, e ainda vai demorar para termos tantas opções na 4e.Por enquanto é aguardar...
shotokan
Publicado: 12/07/2008 13:08  Atualizado: 12/07/2008 13:08
Escudeiro
Usuário desde: 23/3/2004
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Mensagens: 19
 Birdbardo
Kra vc já jogou? Suas criticas são de gente que nem tocou ainda nos livros....

Falta de opções? Lento?....Não vale a pena nem comentar...Sempre há os do contra...

Infelizmente para vcs o jogo é um grande sucesso de vendas e criticas (críticos profissionais e imparciais, n vale ex-funcionariozinho da wizard que perdeu o cargo por incompetência). E agora que ele será lançado em português antes do esperado a onda "3.5 PAZ e AMOR" está com os dias contados...

Pode correr mais não pode se esconder, o quarta edição vai pegar você......!!!!!!...rsrs
Keldon_Draconian
Publicado: 12/07/2008 13:32  Atualizado: 12/07/2008 13:42
Usuário desde: 26/11/2005
Localidade: Torre de Keldon, Waterdeep.
Mensagens: 6684
 Re: Shotokan
Citando:
Infelizmente para vcs o jogo é um grande sucesso de vendas e criticas (críticos profissionais e imparciais, n vale ex-funcionariozinho da wizard que perdeu o cargo por incompetência). E agora que ele será lançado em português antes do esperado a onda "3.5 PAZ e AMOR" está com os dias contados... Pode correr mais não pode se esconder, o quarta edição vai pegar você......!!!!!!...rsrs


Infelizmente Shotokan, você é que parece um pouco desinformado por vários motivos.

Primeiro, que o número de críticas negativas foi relevante o suficiente para que surgissem várias iniciativas OGL por aí, como a própria Paizo, que conta com vários nomes de peso (Como Monte Cook, Sean Reynolds, dentre outros). Está longe de ser uma unanimidade tão coesa, absoluta e concretizada como você fez parecer. Se assim fosse, a Paizo, que gosta de dinheiro tanto quanto qualquer outra empresa, jamais investiria em uma tentativa de manter a Terceira Edição.

No Brasil, temos a Rede, que também pretende dar continuidade para a 3ED do D20. Acho que já ficou claro que o número de pessoas não-entusiastas da 4ED é considerável o suficiente para algo do tipo, no Brasil.

Não acho que seja pura e simplesmente um fenômeno de nostalgia passageira (Como normalmente acontece nas passagens de edições, como ocorreu pra alguns na transição do AD&D para o 3D&D) que logo vai passar, enquanto todos se adaptam. No contexto anterior, as manifestações contra a nova edição provavelmente não passaram de meras críticas. Agora, essas "manifestações acredito que tenham crescido tanto em número quanto em seriedade - afinal, nomes de peso e um trabalho sério e bem estruturado não podem ser vistos nunca de forma leviana.

De qualquer forma, se você não conhece a Paizo, visite: www.paizo.com

Sobre iniciativa da Rede, você pode checar aqui (Inclusive com uma quantidade razoável de manifestações positivas em relação a essa iniciatva) http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5468

Além disso, quando você diz que "críticos qualificados" (Ou seja lá o termo que você usou) definem, com sua crítica, a qualidade de um jogo, eu discordo. Acredito que em um produto desse tipo, sua qualidade seja diretamente proporcional a quanto seu público alvo gosta do produto. É das críticas dos jogadores que a coisa deve ser embasada, na minha opinião. Se dez críticos maravilhosamente qualificados, em seus apartamentos em NY, dizem que o jogo é perfeito, mas uma parcela significativa dos jogadores se sente insatisfeita o suficiente para preferirem a edição anterior por N motivos, não acho que seja perfeito.

Além de tudo isso shotokan, já deu uma olhada em quão restrito é o novo SRD e a nova licença? Se não olhou, veja: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5473

Eu acredito que nós jogadores sejamos unânimes em afirmar que não gostamos da restrição de não podermos sequer criar um site com geradores de personagens e elementos próprios da 4E, não é? Dentre outros aspectos abordados no artigo.

De qualquer forma Shotokan, acho que você se engana ao achar que a expectativa da terceira edição será tão curta assim.

Citando:
Não jogo rpg a muito tempo, ma so meu mestre já nos mostrou a quarta edição. eu não gostei. sério. não é o meu tipo de jogo. o livro é lindo e tem um cheirinho estranho ,mas eu não gostei de jogar com ele mesmo. o combate demora décadas...


Eu também achei um pouco incomum sua crítica. Eu não gosto da 4E, mas por outros motivos, não esses. Afinal, dizem que um dos maiores méritos da 4E é a extrema simplicidade e agilidade do sistema.
Gruingas
Publicado: 12/07/2008 14:10  Atualizado: 12/07/2008 14:10
Cavaleiro
Usuário desde: 04/6/2004
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Mensagens: 171
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Acho que esse artigo resume bem a qurt a edição. Eu joguei uma única sessão da 4a edição, ontem, e achei mesmo o combate mais dinâmico, meu paladino de 1o nível tem muito mais opções de combate do que meus paladinos de 4o nível tinham na 3a edição... mas o sistema ficou sem sabor.

Não tem graça ler o livro, e os poderes (de 1o nível pelo menos) parecem todos iguais, não tem muito daquela coisa de "Nossa! Eu preciso ter esse poder, olha que estiloso!!!"... que era o que eu esperava da 4a edição, com toda aquela papagaiada de poder para todos. Os conjuradores eram assim na 3.5, dava muita vontade de ter algumas magias, o druida era assim (forma selvagem!!!) e até o guerreiro depois que você lia a lista de talentos (ainda sonho em jogar com um guerreiro com ataque giratório!).

A 4a edição está cheia de poderes legais, mas com essa busca incansável pelo equilíbrio os poderes ficaram muito parecidos, e ainda por cima suas descrições tem tipo uma linha de texto... é MUITO broxante.

Por isso eu ainda fico no clube do 3.5 paz e amor.
alemar
Publicado: 12/07/2008 18:54  Atualizado: 12/07/2008 18:54
Cavaleiro
Usuário desde: 05/12/2005
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Mensagens: 140
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Eu tambem tive esta mesma impressao ao ler o livro. Os personagens são bem parecidos mesmo =/

Num sei como estao as coisas para a 4ª edição, mas acredito que ela tem de fazer muito sucesso no começo pois esse tipo de sistema é daquele que se enjoa facil.
Keko
Publicado: 12/07/2008 19:37  Atualizado: 12/07/2008 19:37
Aprendiz
Usuário desde: 12/6/2004
Localidade: ABC Paulista
Mensagens: 82
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Interessante!
Um dos poucos artigos da 4ª Ed. que me deixou vontade de ver o jogo... - talvez até tenha os benefícios citados acima, mas isto faz desta edição um jogo melhor? Ou ainda, a 3ª edição com algumas modificações não ficaria mais "equilibrada" e simples pra jogar? (o que seria então a tal 3,75 ed.?)
Pra gente que conhece a 3.x ed. , até que complicar um pouco, em nome do "realismo", ou qualquer outro argumento, não parece tão difícil assim... - mas a preocupação é com os jogadores novos, que vão querer um jogo com regras mais claras (hum... talvez não necessariamente simples, mas com certeza claras!) - e apesar dessa propaganda toda, será se a 4ª ed. tem mesmo as regras desta forma?
Afinal, compensa mudar o meu jogo? O que compensa? Compensa por que? Como? Obviamente existem vantagens... - cabe agora cada um estudar o que fazer.
Vinicius_Lunguinho
Publicado: 12/07/2008 20:21  Atualizado: 13/07/2008 09:19
Cavaleiro
Usuário desde: 04/2/2004
Localidade:
Mensagens: 103
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Citando:

Primeiro, que o número de críticas negativas foi relevante o suficiente para que surgissem várias iniciativas OGL por aí, como a própria Paizo, que conta com vários nomes de peso (Como Monte Cook, Sean Reynolds, dentre outros). Está longe de ser uma unanimidade tão coesa, absoluta e concretizada como você fez parecer. Se assim fosse, a Paizo, que gosta de dinheiro tanto quanto qualquer outra empresa, jamais investiria em uma tentativa de manter a Terceira Edição.

No Brasil, temos a Rede, que também pretende dar continuidade para a 3ED do D20. Acho que já ficou claro que o número de pessoas não-entusiastas da 4ED é considerável o suficiente para algo do tipo, no Brasil.


Mas será que essas empresas estão mesmo investindo na 3ª edição por causa do excesso de jogadores insatisfeitos com a 4ª edição ou seria porque a GSL da 4ª edição está bem mais restrita e desvantajosa que a OGL da 3ª edição?

Eu acredito que o segundo fator influiu muito mais no surgimento dessas iniciativas do que o primeiro.

Até porque a 4ª edição pode não ser lá uma unanimidade, mas acredito que esteja fazendo muito sucesso entre os jogadores. Prova disso é que os livros estão vendendo muito bem mundo afora.

E uma coisa é certa, tem gente que está reclamando hoje, mas vai acabar aderindo ao novo sistema no futuro. Afirmo isso com convicção, porque sei que muita gente reclama do sistema sem nunca ter ao menos jogado uma sessão nele. Acredito que uma parte desse pessoal vai mudar de idéia depois que jogar o D&D 4ª edição. Esse fenômeno de mudança de opinião dos jogadores tem sido cada vez mais comum. É como o cara que escreveu o artigo relatou, o sistema pode parecer broxante no papel, mas depois que você vê a coisa em prática na sessão de jogo a coisa muda de figura.

Pelo menos pra mim, o sistema ganhou muito no quesito diversão. Tanto dentro como fora de combate (skill challenges rules!!). Pelo menos em comparação ao D&D 3.x, os combates estão mais rápidos e ágeis, especialmente se forem levados em consideração os níveis mais altos.

Acredito que iniciativas como essa da rede e da paizo terão mercado consumidor, o suficiente até para que elas tenham lucro em suas empreitadas, mas a tendência é que ele seja pequeno se comparado ao mercado do novo D&D.

Citando:

Ou ainda, a 3ª edição com algumas modificações não ficaria mais "equilibrada" e simples pra jogar? (o que seria então a tal 3,75 ed.?)


Talvez... Mas uma coisa eu garanto, não é fácil implementar isso e manter o jogo compatível com a 3ª edição de D&D. Se houver muitas mudanças nas regras não será criado um D&D 3.75 e sim um D&D 4E alternativo, algo que não é interessante para as editoras (no caso a Paizo e a RedeRPG) que planejam continuar com a 3ª edição.

Sobre essa historia de D&D 3.75: esse é o apelido que atribuem a jogos como o pathfinder da Paizo, que oferecem sistemas parecidos com o D&D 3.5 (graças a OGL da 3ª edição), mas com alguns retoques para tornar o jogo mais agradável.

Citando:
Afinal, compensa mudar o meu jogo? O que compensa? Compensa por quê? Como? Obviamente existem vantagens... - cabe agora cada um estudar o que fazer.


Isso depende do jogo e das necessidades de cada um.

Se a pessoa adquiriu os livros da edição 3.5 há pouco tempo realmente não compensa comprar livros novos logo agora (e isso vale tanto pra 4ª edição como para os 3,75 da vida), seria perder o investimento realizado.

Mas pra quem já curtiu o suficiente a edição 3.5 ou mesmo as mais antigas, vale a pena dá uma conferida na 4ª edição e jogar algumas partidas no sistema novo. Muitas vezes as edições novas trazem de volta jogadores que já estavam perdendo a empolgação com o jogo ou até mesmo o abandonando pra valer (devo admitir que foi esse o meu caso, a 4ª edição me deu mais gás para continuar jogando RPG). Se o sistema agradar, vale a pena mudar; caso contrário há outras opções legais no mercado que mantém a 3ª edição viva.

Citando:

Além de tudo isso shotokan, já deu uma olhada em quão restrito é o novo SRD e a nova licença? Se não olhou, veja: http://www.rederpg.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=5473


Sinceramente, essa questão da licença ser restritiva é uma coisa que somente afeta pra valer as editoras e demais interessados em publicar material para o novo sistema. Para o jogador acredito que a relevância disto seja pequena. Tanto é que tem muitos sistemas que nem sequer possuem licença aberta e vendem muito bem (Storytelling que o diga). O próprio AD&D 2ª edição também não tinha licença aberta nenhuma e ficou no topo como mais jogado por 11 anos. Isso sem falar que mesmo na 3ª edição era muito comum encontrar jogador que só comprava material de D&D se esse fosse produzido pela wizards.
Não imagino que nenhum jogador vá deixar de jogar a 4ª edição por causa dessa licença (afinal de contas, na sua mesa voce pode alterar o jogo como quiser e acredito que a própria wizards vá lançar os seus Unearthed Arcana para a 4ª edição no futuro).

Citando:
Eu acredito que nós jogadores sejamos unânimes em afirmar que não gostamos da restrição de não podermos sequer criar um site com geradores de personagens e elementos próprios da 4E, não é? Dentre outros aspectos abordados no artigo.


Muitos jogadores nem se utilizam de ferramentas como essa pra falar a verdade... Mas se a wizards tá restringindo isso, significa que ela deve oferecer esse tipo de coisa através do D&D Insider, ou seja, coisa chata pro designer interessado em publicar para o sistema, mas não necessariamente pro jogador (quem assinar o D&D Insider não vai tá nem aí pra isso).
anarkoticos
Publicado: 12/07/2008 21:00  Atualizado: 12/07/2008 21:00
Escudeiro
Usuário desde: 08/11/2006
Localidade:
Mensagens: 16
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
É... Acho que vou pular essa edição também (já pulei a 3.0 e a 3.5), que venha a 5ª edição...


Só discordo no post da Adriana no quisito saudosismo, dizendo que quem Criticou o 3ed era por puro saudosismo, critico o 3ed porque não gosto, vejo discrepâncias tremendas, furos horrosos, acabou com vários clássicos (ravenloft, Darksun, Spelljamer, Birthlight, Red Steel, jakandor, Dark Sun, Dragon Lance e por aí vai...). Quando optamos por não ir pra 3ed foi por uma decisão racional e consciente, não por birra ou saudosismo.

Agora uma coisa eu tenho que dizer, depois do que eu li os 3 básicos da 4ed comecei a olhar o 3ed de forma melhor, comparando com o 4ed o 3ed está anos luz a frente...
Guardiao_Mistico
Publicado: 12/07/2008 23:09  Atualizado: 12/07/2008 23:09
Cavaleiro
Usuário desde: 29/7/2004
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 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
É pelo visto, assim como temos jogadores de AD&D por aí, teremos jogadores de D&D 3.X durante mto tempo tb... não que isso seja certo ou errado, afinal gosto é gosto. Tinha coisas que eu ainda acho divertidas no AD&D, mas acho que no geral, o sistema anda progredindo, embora determinados progressos obviamente não agrada todo mundo.

No fim é isso, nunca se pode agradar todo mundo. E discordo completamente do birdbardo sobre abandonar diversão e virar caça-níqueis. Pra começar, diversão é algo que pode variar mto de pessoa pra pessoa. E se as pessoas estão comprando e jogando, sinal que pra elas divertido é, se não não comprariam ou jogariam. E sobre caça níqueis, poxa, a Wizards é uma empresa, não o papai noel. Ela não pode ficar em uma edição para sempre, pq chega uma hora onde não tem mta oq ser lançado e aí sim acabaria lanaçando livros apenas por lançar pq não teria mais coisas úteis a serem inventadas. Logo, um dia eles teriam que lançar uma nova edição. E apesar de no Brasil ter sido pouco tempo, foram 8 anos lá fora de existência da 3ªEdição, oq para um rpg, tá de bom tamanho até.


Quando ao anarkoticos, sobre estragar cenários, em parte até concordo. Em geral essa transição de sistema sempre acaba tendo que fazer modificações nos cenários, por isso, essa adaptação "necessária" para continuar o cenário no novo sistema, gera mudanças, algumas vezes radicais, que não agrada mta gente, mas enfim, a geração atual-antiga pode não curtir dessas coisas novas, mas novas gerações virão e para elas, os sitemas de suas época é que serão bons e os velhos sistemas serão ultrapassados e "quadrados", assim como será com a geração posterior a ela... e assim o mundo continua, sempre mudando. Obviamente nem todo mundo consegue ou quer mudar, seja isso bom ou ruim.
shotokan
Publicado: 13/07/2008 06:28  Atualizado: 13/07/2008 06:28
Escudeiro
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 Re: Shotokan
Vou responder de forma rápida, n vou perder tempo com isso.

A paizo começou a iniciativa antes da saída do 4 ed, portanto não têm nada haver com a qualidade deste, e sim com um quê de "não me deixam mais brincar"...devido a perda da licença das revistas Dungeons e Dragons....Ademais o sistema 3.75 dela n têm recebido muitas criticas favoráveis....

O 4 ed é um sucesso de vendas isto é inegável, os números comprovam...

Os poderes n são tão repetitivos, alguns até são mais ao (em nome do equilíbrio, principalmente nos attack powers) mais ao longo da evolução de cada uma das classes muitos poderes diferentes e exclusivos e úteis surgem dando-lhes personalidade...tente jogar, jogar de verdade!!!!

Quem quiser uma demonstração do quarta edição, e se morar no rio de janeiro, entre em contato comigo. Terei o prazer de mestrar uma sessão.

wwww.arthimes@gmail.com
Hikaru
Publicado: 13/07/2008 10:06  Atualizado: 13/07/2008 10:07
Campeão
Usuário desde: 03/1/2005
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Mensagens: 272
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Achei a 4e interessante, mas fiquei com a sensação de "falta tempero".
Mas talvez isso se deve a nosso mestre que ficou um pouco repetitivo quando mudou para 4e, so luta, luta e luta...
Mas se for jogar outro sistema ao inves da 4e prefiro o muito mais True20 (com algumas modificações, como pontos de pericias da 4e) ao Pathfinder (a unica coisa que gostei foi o feiticeiro...).

Na no geral gostei da 4e.
shido_vicious
Publicado: 13/07/2008 12:36  Atualizado: 13/07/2008 12:36
Legendário
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Localidade: St. Paul City
Mensagens: 507
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Citando:
Sinceramente, essa questão da licença ser restritiva é uma coisa que somente afeta pra valer as editoras e demais interessados em publicar material para o novo sistema. Para o jogador acredito que a relevância disto seja pequena. Tanto é que tem muitos sistemas que nem sequer possuem licença aberta e vendem muito bem (Storytelling que o diga). O próprio AD&D 2ª edição também não tinha licença aberta nenhuma e ficou no topo como mais jogado por 11 anos. Isso sem falar que mesmo na 3ª edição era muito comum encontrar jogador que só comprava material de D&D se esse fosse produzido pela wizards.
Não imagino que nenhum jogador vá deixar de jogar a 4ª edição por causa dessa licença (afinal de contas, na sua mesa voce pode alterar o jogo como quiser e acredito que a própria wizards vá lançar os seus Unearthed Arcana para a 4ª edição no futuro).


Nenhum jogador? Bem, eu, ao menos, já perdi grande parte do entusiasmo pela 4a. edição justamente por causa disso. Por uma razão simples: as publicações da Wizards nunca estiveram no topo da minha lista de compras. Uma época já estiveram, até que o Monte Cook lançou um bardo realmente legal em conceito e regras -- e o Complete Book of Eldritch Might foi minha porta de entrada para o maravilhoso universo das outras editoras. E depois que me deparei com o True20, comecei a explorar também os títulos da Green Ronin, que passou a ser minha editora de escolha.

Com essa nova licença, os tipos de títulos que tanto fizeram a alegria do meu jogo não são mais possíveis. O Monte Cook, inclusive, demonstrou que não tem interesse nenhum na 4e. O Chris Pramas, da Green Ronin, parece bem pouco entusiasmado. O Steve Kenson, meu designer de jogos favorito, não vai arredar o pé do True20 e do Mutants & Masterminds. Querer reduzir tudo isso a "ei, na 4a. edição eles podem vir a publicar um Unearthed Arcana, vocês, que gostam de regras 'bizarras', estão, portanto, salvos" não rola.

Eu sempre curti o conceito de fantasia, mas regras do AD&D me mantiveram afastado de tudo com a marca D&D por anos -- até que me falaram desse sistema da 3e, que prometia, com a licença aberta, coisas bem diversificadas. E não fiquei desapontado. Já a 4e vai na corrente oposta. Em vez de "um mar de diversidade", a coisa virou "três livros básicos para todos governar".

Fora que a 4e se propõe a "consertar" o sistema. Ele, de fato, precisava de ajustes. Felizmente, para quem tem familiaridade com o material das outras editoras, vários desses problemas já haviam sido consertados. Minions/lacaios que morrem com um golpe não são novidade da 4e. O insosso "skill challenge", com seu X sucessos antes de Y falhas também já existia antes da 4e. Magos que não ficam sem recursos idem. As únicas coisas novas de verdade são as que me desagradam: o sistema de poderes em que até magias de ilusão tornam-se ataques pirotécnicos e o mexe-mexe incansável no mapa de batalha. Esse foco em combate e taticidade na movimentação dos personagens não é necessário quando jogo fantasia -- mas para uma campanha de Guilty Gear/Street Fighter que estou pensando em começar, o sistema se presta bem, muito bem.

Logo, se a nova licença de castração afeta os designers de jogos, não afeta só a eles -- afeta igualmente os jogadores que usam os produtos que eles projetam.
ekacolyt
Publicado: 13/07/2008 18:01  Atualizado: 13/07/2008 18:01
Escudeiro
Usuário desde: 02/4/2005
Localidade: Maringá-Paraná
Mensagens: 32
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
uhn... fiquei agora com uma baita vontade de conhecer mais à fundo como ficou essa 4ª Edição...
mas por questões econômicas vou continuar, ao menos por hora, com a 3ªEdição
Stiggur
Publicado: 07/12/2009 09:04  Atualizado: 08/12/2009 13:14
Escudeiro
Usuário desde: 12/8/2006
Localidade: Abreu e Lima - PE
Mensagens: 33
 Re: 4a Edição: Para onde foram minhas opções? O novo para...
Meio desconfiado

Ainda tou um pouco com o pé atrás, sabem... Jogo D&D desde o D&D!!! ^^

Na minha frágil mente e acompanhando o processo evolutivo... Meu Deus, na minha mente estava tudo nos conformes...! (...)

O Jogo sofria as progressões necessárias... E então a 3ª Edição chegou... Ainda lembro da sensação quando o narrador (meu incrível e obstinado sensei: Master Ed! ) fez a migração da ficha de AD&D para D&D 3ª... Quando descobri que meu guerreiro de Tollon (é... Eu já joguei em Arton, camaradas!) com 6 níveis tinha incríveis talentos... Onde eu agora poderia derrubar meu oponentes e ainda desferir um ataque contra eles (Usando Imobilização Aprimorada)... Onde eu desferia 2 ataques por turno e não tinha que esperar 3 rodadas (Especialização em arma [que só guerreiros podiam comprar em AD&D]!! Onde eu poderia causar muito mais dano em detrimento da chance de acertar o ataque... E as perícias então? Ah, as perícias! Que inenarrável foi a descoberta que eu não teria que comprar perícias em armas com o meu diletante a herói... E que eu tinha uma opção maior nas "perícias gerais"... Muito maior! Foi quase um orgasmo! ^^'

Com o passar do tempo muitos, mas muitos suplementos surgiram "tunando" (eu ia usar o termo pimpando [de pimp my ryde] mas iria ficar esquisito demais!) o jogo e o deixando mais lento...

Era (e é) um estresse esperar 3 minutos para os magos/feiticeiros/clerigos/druidas/rangers/paladinos/etc relerem suas magias (preparadas ou não) para saberem com exatidão seus efeitos...

Não gostava (e não gosto) da disputa "attack vs ac"... sempre achei injusto como a chance de acertar evoluía com o nível, mas a de se defender não.

E como existia algumas classes e raças que meus jogadores nunca utilizavam (monges e bardos gnomos e meio-orcs por exemplo).

Mas sempre gostei da gama de talentos diferentes que sempre surgiam (e surgem)...
Das classes de prestígio... Isso era o ápice da variabilidade com o personagem para aqueles que tinham dificuldade na interpretação de deixar seu personagem diferente.

E pra mim... Variar as habilidades dos PdMs e investir na surpresa era ótimo.

Era bom um elfo arqueiro arcano vilão de uma vez perdida... Por exemplo.

Vou começar agora (vejam quanto tempo o preconceito me afastou da 4ª edição) a narrar no sistema.

Lendo o livro cheguei até a me enraivecer (não há mais ataques múltiplo... Classes de prestígio...)... Mas daí outras coisas me fizeram pensar melhor (os poderes por exemplo).

Me desejem sorte... Eu volto para postar como foi a minha primeira experiência.

É isso. o/
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