Hagia Sophia

Data 15/02/2004 21:10:00 | Tóopico: Arca: Contos

Autor: Phil Masters

Tradu??o: Marcelo Cortimiglia
Cedido ? RedeRPG

Phil Masters, autor brit?nico de suplementos como GURPS Atlantis, GURPS Arabian Nights, e do aguardado GURPS Dragons, presenteia os leitores da REDERPG com um conto de fic??o hist?rica ambientado em Constantinopla, ap?s a tomada pelos Otomanos.

A vers?o original do conto, em ingl?s, pode ser encontrada aqui.

Hagia Sophia

Por Phil Masters

?Porque Deus h? de trazer a ju?zo toda a obra,
e at? tudo o que est? encoberto,
quer seja bom, quer seja mau.?

Eclesiastes, 12:14



A vida abundava nas ruas de Istambul enquanto o Padre Sim?o Bellari percorria seu trajeto atrav?s do calor de outono. Poucos dos transeuntes davam qualquer aten??o ao padre; os conquistadores turcos desfilavam com orgulho e dignidade, conscientes de sua pr?pria import?ncia, e tomavam o manto liso por apenas mais um estilo de vestimenta dos crist?os, cujo significado n?o era nem compreens?vel nem importante para um bom Mu?ulmano, enquanto os conquistados gregos eram cuidadosos para n?o tomar parte em nada mais do que o necess?rio, especialmente nada que envolvesse estrangeiros. Os turcos certamente sabiam que padres crist?os dificilmente carregavam armas e, por isso, n?o viam necessidade de preocupar-se com esta possibilidade. Os gregos, percebendo que o manto do Padre Bellari n?o era como o dos seus pr?prios sacerdotes, ponderavam os problemas e perigos que qualquer envolvimento com seitas estrangeiras os traria.

Desta forma, Padre Bellari, mantendo-se ignorado, parou e examinou atentamente a parede de pedra da abastada casa. O muro era marcado por uma t?nue e desbotada n?doa escura a altura da rua, e Padre Bellari murmurou silenciosa ora??o enquanto estendia a m?o para tocar na mancha.

Em seguida, afastou a m?o, fez o sinal da cruz e sussurrou uma segunda ora??o. A primeira havia sido um humilde pedido de orienta??o; esta, por sua vez, era uma ora??o para a salva??o das almas dos homens. Como ele havia suspeitado, a mancha era de sangue, e n?o era necess?ria inspira??o divina para adivinhar que tinha mais de tr?s anos de idade. Desde ent?o, a cidade havia ca?do, suas ruas tingidas de vermelho e seus defensores ? incluindo o ?ltimo dos Imperadores romanos ?, exterminados por espadas turcas.

E, ainda assim, a cidade ostenta as marcas do massacre.

Padre Bellari balan?ou levemente a cabe?a. As almas daqueles defensores haviam passado desta realidade para uma melhor ? ou, talvez, para uma pior, embora a morte em batalha contra os pag?os certamente fosse uma fonte de santidade. Na melhor das hip?teses, as ora??es poderiam dar um pouco de ajuda a alguns deles no Purgat?rio. No momento, ele tinha outras preocupa??es.

Tr?s ruas mais adiante, encontrou a casa que procurava e, em seguida, a pequena porta lateral pela qual poderia ser admitido despercebidamente. Foi recebido por um porteiro, homem alto, escuro e impass?vel com uma longa adaga curva em seu cinto e roupas que indicavam a prosperidade de seus empregadores. Padre Bellari disse umas poucas palavras em grego e o porteiro, silenciosamente, o conduziu para uma sala interna, na qual se encontrava o senhor da casa assentado em um div? baixo.

?Sente-se, meu amigo, e seja bem vindo.? O anfitri?o era escuro como seu porteiro, seguro de si e dono de um olhar penetrante e incisivo. Sua conduta era a de algu?m acostumado a negocia??es e cortesias, o que fazia Padre Bellari sentir-se avaliado e memorizado.

O padre colocou-se cuidadosamente em outro div?. N?o era um estilo de sentar-se ao qual ele estivesse acostumado mas, para algu?m treinado por dez anos em um monast?rio, tais inquieta??es n?o eram importantes. A um gesto do anfitri?o, um silencioso servo colocou em suas m?os um c?lice. Padre Bellari, lembrando as regras de hospitalidade de sua terra, aceitou a bebida oferecida. Era ?gua fresca, perfeitamente l?mpida e, at? onde pudesse julgar, extraordinariamente pura.

?Minha gratid?o, Sarraceno.? A resposta veio com um olhar fixo t?o intenso quanto o que seu anfitri?o lan?ava sobre ele.

?Por favor. Esta ? a palavra da sua gente. Eu entendo que ela significa turco ou algo parecido, mas n?o sou um daqueles que hoje s?o senhores desta cidade. Da mesma forma, n?o sou um dos ?rabes, que ? a outra coisa que voc?s da Europa usualmente assumem, embora n?o considere um insulto ser confundido com algu?m da na??o do Profeta. Voc? deve saber o que eu sou.?

?Minhas desculpas, Persa.? Padre Bellari falava cuidadosamente enquanto contemplava o sujeito. Ocorreu a ele que uma na??o que havia enfrentado Alexandre o Grande e cujo imperador, Ciro, honrava a B?blia, talvez pudesse ter um senso pr?prio de dignidade. ?Eu sei que voc? veio a esta cidade como um embaixador, e compreendo que ? algo mais do que isso.?

O Persa n?o disse nada por um instante, dando ao Padre Bellari tempo para uma r?pida observa??o da sala enquanto bebericava a ?gua. O lugar era t?o ricamente mobiliado quanto qualquer europeu poderia esperar de um lorde do Leste, com tapetes, sedas e lamparinas de bronze dourado. A parede atr?s do senhor da casa tinha a forma de um intricado biombo entalhado, e Padre Bellari ficara ansioso por descobrir se havia mais espa?o al?m ? espa?o que permitiria ao propriet?rio, quem sabe, observar visitantes na sala enquanto se mantivesse fora de suas vistas.

?Tudo isso ? verdade.? A voz do Persa era firme e precisa; seu grego era perfeito. ?Eu vim aqui para observar o que os turcos podem fazer com sua nova conquista, al?m de buscar conhecimento. Mas parece que um certo conhecimento n?o mais pode ser encontrado aqui.?

?E voc?, ent?o, pede ajuda.?

?Tem sido dito que um certo conhecimento foi levado para o oeste. Um certo conhecimento sobre a Sabedoria Divina.? As palavras gregas eram precisas e familiares para ambos: Hagia Sophia.

?? verdade.? Padre Bellari contemplou seu c?lice por um momento. ?Mesmo dez ou vinte anos atr?s, n?o eram necess?rias profecias para perceber que esta cidade estava condenada a cair. Os turcos ficavam mais fortes a cada ano que passava e os pr?ncipes do Cristianismo, briguentos e irasc?veis como sempre, mostravam-se relutantes em ajudar. Roma n?o demonstrava qualquer simpatia por quem promoveu a cisma, e os patriarcas da igreja oriental pareciam mais dispostos a pagar taxas ao Sult?o do que tornar a unir-se ao Trono de Pedro.? Padre Bellari parou novamente. ?N?o vou julga-los por isso. N?o ? minha atribui??o. Mas era claro que livros que tinham sido mantidos nesta cidade por milhares de anos n?o mais estavam a salvo aqui.?

?Assim foi julgado. E assim eles foram levados para a seguran?a de sua terra.?

O sacerdote crist?o concordou. ?Embaixadas foram enviadas naqueles dias ? ?ltimos esfor?os para encontrar alguma unidade entre as duas igrejas. Muitos eruditos vieram para a It?lia. Tudo foi arranjado com facilidade.?

?E voc? estudou estes textos. Tem sido dito, por alguns, que voc? sabe mais do que qualquer erudito grego.?

?N?o?. A resposta do padre foi reflexiva, involunt?ria. Ele respirou fundo antes de continuar. ?N?o ? que eu seja mais s?bio do que os gregos. O fato ? que o monast?rio onde iniciei meus estudos mantinha outros textos ? alguns capturados de id?latras e hereges, alguns preservados dos dias de Roma. Eu tive permiss?o para estuda-los, com alguma cautela e prud?ncia.?

O Persa aquiesceu. ?E voc? tem uma certa sensibilidade, talvez. Assim me foi dito.?

?Talvez?.

?Ent?o os fragmentos fundiram-se, e a unidade disso era uma compreens?o da Sabedoria Divina.? Ele sorriu levemente, pela primeira vez desde que Padre Bellari entrara na sala. ?Ent?o me diga o que voc? sabe desta grande igreja que os turcos tomaram em nome do Profeta.?

?Isto levaria muito tempo. Ela est? em p? por quase mil anos ? e havia outra igreja naquele local desde antes de Justiniano.?

?O Imperador que a construiu. Ah, sim, eu li o que seu secret?rio escreveu sobre ele. Tanto em p?blico quanto em privado.?

?Assim como eu. N?o passam de mentiras e cal?nias, penso,? Padre Bellari disse, ?mas h? mais segredos e hist?rias daquela ?poca do que eu ou voc? possamos um dia saber, Persa. E agora, a grande obra de Justiniano est? sendo dilacerada.?

?Meramente transformada para o uso daqueles que veneram Deus de outro modo. Ele tem muitos aspectos.?

?? certo que Deus ? infinito e incognosc?vel. Mas aquela igreja foi constru?da em nome das verdades antigas, n?o de seu Profeta.?

Os olhares dos dois homens se encontraram, e ambos viram uma f? inquebrant?vel brilhando nos olhos um do outro. Depois de um instante, o Persa falou novamente. ?Temo que estas sejam disputas para outro momento. O que ? certo agora ? que os Turcos n?o est?o, talvez, agindo com total sabedoria.?

?O que voc? sugeriu em suas cartas pode ser uma fonte de perigo. Tal trabalho n?o pode ser interrompido??

O Persa suspirou. ?N?o por ningu?m que possamos persuadir. Lembre-se, nossa alian?a secreta existe t?o somente porque nem a P?rsia nem Roma est?o certas de poder conter os b?rbaros das grandes estepes. E os Sult?es ainda s?o, em seu ?ntimo, conquistadores das altas plan?cies.?

O sacerdote aquiesceu. A alian?a, iniciada nos dias em que os emiss?rios de Roma haviam viajado para o oriente em busca do m?tico Padre Jo?o, sobrevivera durante s?culos porque v?rias fac??es, da Andaluzia a D?li, reconheciam uma necessidade eventual mas, durante todo este tempo, ela nunca obteve muito poder. Era uma sociedade de eruditos e s?bios escritores de cartas, pouco mais do que isso.

?Eu preciso examinar esta transforma??o com meus pr?prios olhos,? declarou Padre Bellari.

?As minhas cartas e os relatos de meus agentes n?o s?o suficientes??

?N?o ? uma cr?tica. Mas, em algumas quest?es, a palavra n?o ? o bastante. A experi?ncia direta pode ser o ?nico caminho para a verdade completa.?

O Persa reclinou-se, aparentemente confuso pela s?bita impetuosidade do Padre Bellari. Mas ent?o, ap?s um instante de medita??o, ele concordou. ?Que seja! Nossa influ?ncia se estende at? l?, pelo menos. Voc? pode examinar o lugar ao escurecer, quando os trabalhos do dia estiverem conclu?dos.?

A conversa continuou por alguns minutos mais, enquanto combinavam-se os detalhes, e ent?o o sacerdote partiu. Depois que ele saiu, o Persa permaneceu sentado por um momento imerso em pensamentos e, ent?o, falou em sua pr?pria l?ngua.

?? coragem ou vaidade o que vemos neste Crist?o??

?? f?.? A resposta veio em uma voz feminina, de tr?s do biombo entalhado ?s suas costas. ?A f? ? poderosa e, ?s vezes, perigosa ? para alguns.?

?Mas ser? suficiente??

?Lembre-se que muitos santos crist?os tamb?m foram m?rtires.? A voz da mulher soava quase distra?da. ?O que n?o diminui sua santidade nem um pouco.?




Na noite do dia seguinte ? sua conversa com o Persa, Padre Bellari mais uma vez moveu-se furtivamente pelas ruas da cidade. Chegando a uma pequena porta nos fundos da grande Igreja da Sabedoria Divina, ele olhou em volta e, ent?o, descobriu que, conforme prometido, a porta estava desaferrolhada. Ap?s entrar e trancar a porta atr?s de si ele hesitou, inicialmente sacando uma pequena lamparina de dentro de seu manto e, em seguida, murmurando uma breve ora??o em busca de orienta??o.

Ele ent?o continuou, notando a aus?ncia de vigias ou guardas mas perguntando-se, por um momento, como isso fora conseguido. O poder secular, ele bem sabia, podia remover obst?culos seculares. Ao adentrar o espa?o central da edifica??o, parou subitamente e se descobriu recitando em voz alta um verso dos Salmos.

?Coisas gloriosas s?o ditas de v?s, ? Cidade de Deus.?

Quase mil anos atr?s, os arquitetos de Justiniano haviam levantado este magn?fico domo em poucos anos. Era impressionante quando visto do lado de fora mas, de l?, podia-se ver o volume crescente de paredes que o suportavam; o domo era simplesmente o ponto mais alto de uma s?lida estrutura. De dentro, entretanto, mesmo iluminado somente por uma irris?ria lamparina e um pouco de luar que entrava pelas altas janelas, era um espa?o altaneiro, impressionante a ponto de perder o f?lego. Os turcos, impulsionados por um desd?m a qualquer alus?o ? idolatria, haviam trabalhado de forma a cobrir tudo o que restava dos antigos mosaicos, removendo todos os ?cones mas, mesmo com esta desolada e danificada apar?ncia, a beleza e vigor do projeto eram inequ?vocos.

E, para a treinada percep??o de Padre Bellari, estimulada por uma noite e um dia de medita??o, jejum e ora??o, era algo mais.

Ele avan?ou em dire??o ao centro do espa?o, sem ao menos olhar em volta enquanto caminhava por entre os andaimes dos trabalhadores. Sua voz se elevou em uma ora??o de exorcismo que transformou-se num c?ntico ? um c?ntico que ecoava dentro do espa?o abobadado, mas que dava a impress?o de ser abafado pelos indistintos e indefin?veis sons que erguiam-se em resposta.

O luar que vinha atrav?s das altas janelas parecia tremular e Padre Bellari, parando, levantou sua lamparina.

?Mesmo agora, este lugar ? a casa de Deus. Nada impuro pode residir aqui.?

N?o houve resposta aud?vel para ouvidos humanos mas, mesmo assim, Padre Bellari reagiu ap?s alguns momentos como se em resposta a um interlocutor.

?N?o importa o que se erguia neste lugar antes que houvesse uma igreja, ou mesmo antes que houvessem santos crist?os e reis para erguer igrejas. Pois Deus existia antes de todas as coisas, e nenhum poder ? maior que o poder de Deus.?

Novamente, n?o houve resposta aud?vel; ainda assim havia, ao que parecia, uma resposta. O frio luar prateado que jorrava atrav?s das altas janelas tornou-se imensamente mais forte. Padre Bellari estendeu seus bra?os para os lados, arremessando longe a lamparina, que se despeda?ou no solo; o estilha?ar soou abafado, e o seu apagar n?o fez diferen?a para a luz que inundava a sala abobadada. Padre Bellari firmou o olhar no luar anormal, e repetiu suas palavras.

?Nenhum poder ? maior do que o poder de Deus. Por mais antigo, por mais venerado, nada que n?o seja de Deus pode residir aqui.?

Naquele instante, um som se tornou aud?vel. Para o Padre Bellari, parecia ser o resumo de todos os c?nticos e can??es que preencheram aquele espa?o por um milhar de anos, harmonioso e cacof?nico ao mesmo tempo. Ele sup?s ter ouvido palavras em grego, mas tamb?m em outras l?nguas de naturezas estranhas e arcaicas. Proferindo uma ora??o de exorcismo em latim, o padre elevou sua pr?pria voz na tentativa de medir for?as com o som; ainda que n?o pudesse suprimi-lo, achava que poderia sobrepuja-lo. Ainda assim, sua reza se perdeu no meio do formid?vel som.

Finalmente, ocorreu ao sacerdote que Deus realmente possui uma infinidade de aspectos. O conhecimento de alguns deles era incomensuravelmente antigo, e poucos eram seguros para o homem. Interrompendo seu exorcismo, ele iniciou em seu lugar uma ora??o pedindo miseric?rdia, n?o para si mesmo, mas para esta ?poca do mundo, na qual muito havia se perdido.

O luar prateado, ent?o, se tornou mais do que a antiga igreja podia conter, irrompendo atrav?s das janelas e mesmo atrav?s das portas aferrolhadas da grande igreja em uma silenciosa detona??o. Vigias a duas ruas de dist?ncia perceberam, gritaram aterrorizados e ca?ram de joelhos. Soldados da guarda de janiss?rios no pal?cio do Sult?o vislumbraram algo, e estacaram em moment?nea confus?o antes que sua disciplina se afirmasse, e uma for?a foi rapidamente despachada para determinar o que sucedera.

Mas, quando os janiss?rios romperam na igreja transformada em mesquita, Padre Bellari j? havia partido, seu corpo claudicante carregado pelo embaixador Persa e seu porteiro.

Eles deslizaram pelas ruas sem serem notados, chegando at? a casa alugada do embaixador em poucos minutos. L?, deitaram o corpo do sacerdote crist?o em um div? e mais um de seu grupo, uma mulher velada, p?s-se a trabalhar com habituada compet?ncia m?dica.

?Ele ir? sobreviver?? O embaixador indagou calmamente.

?Ele vive e respira, e n?o h? raz?o porque haveria de cessar? a mulher respondeu. ?Mas como ele ir? viver, e sobre o estado de sua alma ? sobre isso, eu n?o sei. A mim, ele parece cegado e emudecido por algum tipo de poder superior.?

?Profetas afligidos desta maneira recuperam sua vista e fala com o tempo?, disse o embaixador.

?Sim ? Deus ? o Compassivo, o Misericordioso. Ele n?o testa os homens al?m do que s?o capazes de ag?entar. Mas eu temo que este aqui testou a si mesmo.? Ela hesitou. ?Ou, talvez, n?s n?o possamos compreender todos os testes com que Deus pode confrontar os homens.? Ela encolheu os ombros, inquieta; dificilmente este tipo de pensamento passaria por teologia convencional.

?Faremos o poss?vel por este aqui, tudo o que for necess?rio, mesmo que tome tempo.? O embaixador assumiu um tom de neg?cios, como se tratasse de assuntos de sua compreens?o. ?Mas e a respeito da edifica??o? O que devemos fazer agora??

?Este assunto est? encerrado,? a mulher declarou de modo imperioso. ?Voc? deve ter visto e sentido o fato por si mesmo, tenho certeza. N?o sei se este crist?o expulsou o problema, se o purificou com suas ora??es, ou se o arrebatou para dentro de si mesmo, mas mesmo a esta dist?ncia as coisas est?o claras. Deixe os Otomanos terminarem seus trabalhos; eles far?o uma bela mesquita.?

?Louvado seja Deus?, disse o embaixador.

?Louvado seja Deus? ecoou a mulher, enquanto esfregava a fronte do sacerdote crist?o, fixando o olhar em seus olhos arregalados.

-- FIM --

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