Como criar um deus

Em quase todos os RPGs, quando se pensa em criar um deus ou em fazer a ficha de uma divindade qualquer, imediatamente vem à nossa mente o uso de toneladas de pontos de criação de personagens, trocentos níveis e níveis épicos, poderes e mais poderes, etc, etc, etc… Ou então aquele reducionismo simplista do tipo “um deus pode tudo, ele não precisa ter ficha…” e aí Narradores e jogadores não têm nenhum parâmetro ou referência. Acaba ficando muito pior do que criar um personagem com uma ficha overpower. Então, ao se criar um jogo como EPIFANIA: Deuses em Nós, onde

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Filmes clássicos de capa & espada que todo jogador de 7º Mar deveria assistir

Agora que o RPG 7º Mar (7th Sea) será lançado em português em breve, que tal conferir uma lista de filmes de capa & espada para você entrar no clima e pegar ideias de aventuras e referências? Para não ficar limitado a apenas Piratas do Caribe e ao mais recente Três Mosqueteiros. Confira a seguir: – “Scaramouche” (Scaramouche): Com o grande Stewart Granger, Mel Ferrer, Janet Leigh e Eleanor Parker. O mais longo e melhor duelo de esgrima do cinema. Baseado na novela homônima de Rafael Sabatini. – “No Reinado da Guilhotina” (The Purple Mask): Com Tony Curtis, um defensor

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Mecânicas para a Narrativa se sobrepor ao Sistema de Jogo

O título deste artigo pode parecer meio contraditório por si, mas não é. Embora usar mecânicas de jogo que façam a Narrativa se sobrepor ao Sistema de Jogo soe contraditório, isso é bem coerente a partir do que expomos no artigo anterior, Narrando sem pensar no sistema de jogo, sendo estes dois artigos relacionados ao novo RPG que lançarei este ano, EPIFANIA: Deuses em Nós, um RPG que não usa dados nem nenhum outro fato randômico. Nele existem três mecânicas do sistema de jogo dele que procuram garantir isso: Drama, Destino e a Quebra de Narrativa. Em EPIFANIA, qualquer jogador

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GURPS acabou no Brasil: Hora de buscar outro sistema?

Há algumas semanas, a Devir respondeu através do seu Twitter que não publicaria mais suplementos de GURPS. Perguntei através do Facebook da editora e eles confirmaram essa informação depois de algum tempo. Mas o que significa isso? Significa que, na prática, a linha do GURPS foi descontinuada no Brasil. Os produtos que foram lançados continuarão sendo vendidos, os dois básicos, e só. Dificilmente uma nova tiragem desses básicos será lançada e se um dia eles esgotarem, acabará de vez. Eu também tentei entrar em contato com a Steve Jackson Games, para saber como estava a situação da licença do jogo,

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Como jogar um bom jogo de RPG: Fazendo bons Personagens!

O que faz um jogo de RPG ser bom? Muitos podem dizer: “Ah, a diversão. Se o jogo foi divertido, foi um bom jogo!” Bem, ser divertido é o propósito de qualquer jogo, seja futebol, pique pega, xadrez, buraco, damas, Counter Strike ou League of Legends. Se o jogo foi divertido, ele cumpriu o mínimo necessário para não ser um desperdício de tempo, afinal ninguém quer dispender horas de seu lazer em algo que não seja, pelo menos, divertido. Ser divertido não é o que faz um jogo de RPG ser bom. Sabe aquele filme cujas cenas lembramos por horas,

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Como jogar um bom jogo de RPG: Tornando-se um bom Jogador!

Contadores de Histórias “Um grupo de amigos está reunido para jogar uma sessão de Lenda dos Cinco Anéis. Em determinado momento da aventura, o Narrador diz: ― Vocês estão seguindo pela estrada para Ryoko Owari quando, em sentido contrário, avistam um camponês ancião com uma sacola que parece ser de arroz nas costas. Um dos jogadores declara: ― Eu saco minha katana e ataco!” O exemplo acima é, sem sombra de dúvidas, extremo, mas que Narrador nunca viu algo assim em suas mesas de RPG? Eu já vi, muitas vezes… Outra coisa que já vi foram artigos, inúmeros, com dicas

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Narrando sem pensar no sistema de jogo

O sistema de jogo não pode ser um obstáculo à narrativa no RPG. Ele não pode atrapalhar o andamento da sessão de jogo. Ainda é muito comum no nosso hobby a narração ou o desenrolar de uma cena de combate parar por conta de alguma dúvida ou discussão de regra. O jogo para e isso se torna um verdadeiro anti-clímax. Esse tipo de coisa não deveria acontecer. Muitos designers de RPG já entenderam isso há algum tempo, e por isso os RPGs mais recentes – inclusive as novas edições dos mais tradicionais, como a 5ª Edição de D&D – têm

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Top 10 cenários de RPG dos Worlds of Adventures

Antes, quero deixar bem claro que aqui vou dar uma lista totalmente subjetiva, baseada em percepções ao conversar com o pessoal da comunidade do Fate no Google+, conversar com pessoas no grupo do Movimento Fate Brasil, e um tanto de viés pessoal. Portanto, tome com uma colher de chá essas sugestões: lembrem-se que são vinte e três Worlds of Adventures, desconsiderando-se Venture City, que passou a ser um produto fora dos Worlds of Adventures. Procure ficar atento, leia os mesmos, e perceba os melhores: esse ranking pode mudar conforme novos produtos forem chegando. Menção honrosa: Nitrate City Esse não é

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D&D 5ª Edição: Conselho do Sábio: Dúvidas de Regras (Outubro de 2016)

Conselho do Sábio é uma coluna mensal que dá clarificações oficiais das regras de D&D. Ela também, às vezes, fornece documentos de referência para ajudar o seu jogo de D&D a funcionar sem problemas. Este mês, nós mergulhamos nos arquivos do meu Twitter e adicionamos um monte de questões e respostas ao Compêndio do Conselho do Sábio. Se você tiver perguntas para futuros artigos da nossa coluna, por favor, envie-as para sageadvice@wizards.com ou mande para o autor via o Twitter (@JeremyECrawford), onde o mesmo responde dúvidas entre as publicações dos artigos dessa coluna. A Conselho do Sábio não se sobrepõe

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Crossovers: Um Estudo de Causa (ou Conan vs Darth Vader)

“Quem é o mais forte: X ou Y?” Típica pergunta, bastante utilizada em comparações de personagens de todos os tipos. Mas que se torna particularmente presente e ferrenhamente debatida em um tópico em particular. Crossovers. A cruz e a espada de muitos escritores, autores, diretores… e mestres de RPG. Não entremos aqui no mérito (ou demérito) de qual sistema é melhor para crossovers. Nem de qual é o cenário mais forte. Ou qual tipo de personagem/template/classe ganharia de qual. Pensemos aqui: por que tantos crossovers aparecem? Por que tantos personagens aparentemente diferentes se misturam em combinações que, à primeira vista

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Worlds of Adventures: O melhor suporte que você pode esperar para um RPG

Vamos falar a verdade: em geral você fica muito louco com duas coisas que normalmente acontecem quando falamos de sistemas de RPG: 1. O sistema pode ser maravilhoso, mas normalmente ele não tem suporte com novos cenários e material relevante, contendo coisas que você pode usar em sua mesa; 2. Quando o sistema possui suporte, os materiais são muitas vezes quase tão caros quanto os materiais básicos e/ou dependem de outros livros quase tão caros. A Evil Hat, responsável do Fate, resolve isso de uma maneira bem elegante internamente, com a série Worlds of Adventures (Mundos de Aventuras). Os Fate

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Quer dizer que o meu personagem é um deus?!

A busca por poder sempre foi intrínseca ao RPG. Embora existam exceções, a maioria dos roleplaying games de mesa reproduz em alguma medida o conceito de experiência ou pontos de experiência como uma maneira de seu personagem ficar mais poderoso. Uma pessoa mais experiente normalmente é uma pessoa mais sábia e vivida, mas no RPG um personagem com mais experiente é mais do que isso: é um personagem com maior poder. Não porque apenas construiu mais conhecimento, mas porque adquiriu mais poder pessoal, maior capacidade de infligir dano aos oponentes. Quero deixar claro que isso não é um juízo de

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Sim, a Devir ainda publica RPG, mas quem se importa com isso?

Os jogadores brasileiros de RPG têm uma relação de amor e ódio com a Devir. Muito mais de ódio do que de amor. Muito mais. E o pior de tudo é que os jogadores sempre tiveram com a razão na maioria das vezes. Eu não vou listar aqui neste artigo as inúmeras reclamações e críticas procedentes que foram feitas sobre a empresa em todos estes anos. O fato é que, desde os últimos lançamentos da Devir de D&D 4ª Edição, as publicações de RPG da editora foram se tornando cada vez mais erráticas e espaçadas. Isso já havia acontecido na

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Como assim um RPG que não usa dados?!

Um dos diferenciais do EPIFANIA: Deuses em Nós é o fato dele ser um RPG que não usa dados, nem qualquer outra forma aleatória de verificação. Mas como assim não usa dados? Nem cartas? Nem nada randômico? Como se verifica se um ataque acertou ou não? Um RPG sem dados ou outro fator aleatório não ficaria previsível? A graça do RPG não é justamente a emoção de se jogar um dado? Eu penso que a “graça” do RPG é por conta de suas principais características: interpretação/representação de papéis, desenvolvimento de uma narrativa coletiva através dessas interpretações/representações e, em cenas de

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D&D 5ª Edição: Conselho do Sábio: Dúvidas de Regras (Setembro de 2016)

Conselho do Sábio é uma coluna mensal que dá clarificações oficiais das regras de D&D. Ela também, às vezes, fornece documentos de referência para ajudar o seu jogo de D&D a funcionar sem problemas. Este mês, nós mergulhamos nos arquivos do meu Twitter e adicionamos um monte de questões e respostas ao Compêndio do Conselho do Sábio. Se você tiver perguntas para futuros artigos da nossa coluna, por favor, envie-as para sageadvice@wizards.com ou mande para o autor via o Twitter (@JeremyECrawford), onde o mesmo responde dúvidas entre as publicações dos artigos dessa coluna. A Conselho do Sábio não se sobrepõe

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