Mensagem editada 23:45 – 27 \27\UTC fevereiro \27\UTC 2012 por edthere
Black Reaper:
Enquanto volta para seu "lar", Reaper varia de método de locomoção, andando por becos ali, usando o gancho e passando por telhados lá, tentando realmente despistar observadores.
No meio do caminho porém, quando está no topo de um predio, ele sente o comunicador que recebera de Pulso vibrar. Sem grandes delongas, ele coloca o comunicador e fala:
B: - Black Reaper.
-Olá. Sabe quem é pela voz, imagino.
B: - Pulso.
P: -Não use muito, vai acabar gastando o meu nome.
R: - Quase ninguém usa, está novo em folha ainda.
P: -Heh.
P: -Como está a situação?
R: – Demônio capturado, poder usado, maldição quebrada, almas libertas, Safira na clínica Simmons.
P: -Não poderia ser um pouco mais explicativo? O demônio está nos detalhes.
P: -Sou um parceiro, não um chefe. É melhor que eu entenda a situação.
R: - O demônio devorador de almas foi capturado, Sue, a súcubo o absorveu seu poder, mais de 1000 almas, usou seu poder ampliado para quebrar a maldição da Safira e depois libertou as almas para o descanso ou castigo eterno. Depois disso Safira está na clínica Simmons. Grizzt e sua namorada Helena não vão muito com a minha cara, eles gostam de tratar ou outros com cândura enquanto prefiro ser profissional se ainda há o que ser feito.
P: -…espera. Vocês deram mais de mil almas para a Sue e depois de quebrar a maldição ela as libertou?
R: – Isso. Foi o que os entendidos disseram.
P: -Eu ouvi falar que ela era mais "relaxada" que o marido, mas isso?
P: -Nunca deve ter precisado de poder, aquela lá.
R: - Ela não é uma ameaça. Ao menos não agora.
P: -Então, porque ela ajudou vocês?
R: - Favor. Faça um favor e ganhe um depois.
P: -*assobia*
P: -Isso vai doer.
R: - Mais para o Dark que para mim provavelmente.
P: -hum… então, qual o plano agora?
R: – Resgatar um navio do fundo do oceano cuja a causa do naufrágio que parece ter uma conexão mísitica com o mundo de Safira. Uma tentativa de descobrir um meio de enviá-la de volta para casa.
P: -Nisso não vou poder ajudar.
R: - Aparentemente não haverá a necessidade.
R: - Você não havia dito que era para liberar o canal as 18 horas?
P: -Sim. Mas vi essa janela de oportunidade.
P: -Se sobrar tempo, compre equipamentos eletrônicos. Voltímetro, Amperímetro, algumas lâmpadas LED.
R: - Porquê?
P: -Porque você nunca aprimorou as suas ferramentas.
P: -É só.
R: - Você pretende fazer uma surpresa ou vai me contar o que isso faz. Você sabe que na nossa linha de pensamento surpresas não são coisas boas.
P: -Não é o que isso faz. É o que você precisa fazer. Aprender a ter um controle mais fino dos seus poderes.
P: -Deve ter acertado um monte de latinhas, mas duvido que já tenha carregado uma pilha.
R: - …
P: -Se não quiser, ok. Eu espero ter de dar uma de desfibrilador humano. Duvido muito que mais cedo ou mais tarde você um de vocês não acabe em parada cardíaca.
R: - Vamos tentar isso mais tarde. Controle pode ser interessante.
P: -Claro. Algo mais?
R: - Não. As 18 horas nos comunicamos de novo.
P: -Câmbio e desligo.
R: - Cãmbio.
Black Reaper se levanta e continua seu caminho, aproveitando uma loja de construção no trajeto e, como Hei, compra uma bateria recarregável, voltímetro, amperímetro e 10 lâmpadas de LED.
Dark:
11:03, mansão Simmons:
Roberta entra na sala comunal da clínica Simmons, onde Dark estava vendo as noticias, acompanhada de T-Zero. Ro: *falando ao velocista* – Bem, já está avisado. Use o cinto quando for descansar. Pode até ser conveniente você ir parar ficar um tempo embaixo da água, vai ajudar na sua "compressão".
T: - Melhor ainda. Vou ajudar alguém enquanto sigo recomendação médica. Não podia ser melhor.
Ro: - Bem, Dark, sua vez. Pode me acompanhar?
D: -Eu?… ah sim claro.
Sem grandes problemas, os dois seguem até onde Roberta examina seus pacientes. Se trata de uma sala médica normal, do tipo onde você encontra um clinico geral, mas com uma mesa maior que o costume, e um armario cheio de tinguelingue, com poltronas confortáveis. Ela gesticula as mesmas para ele, onde ela também se senta.
Ro: -Adoro essas poltronas, achei por uma pechincha.
Ao se sentar, o mascarado diz:
D: Realmente bem confortável, na primeira vez que te vi não dei a atenção devida por estar prestando atenção em outras coisas, mas me chamou a atenção a soma de você ter conhecido meu pai e a ressonância mágica de algumas horas atrás…
Ro: -O encontro com seu pai foi algo complicado. Um homem que fez um pacto com um demonio estava causando o caos, até ser parado pela sua ordem. Quando vocês conseguiram derrotar o demonio, o homem "recuperou" o juízo, ou pelo menos tomou consciencia do que fizera. Eu estava por perto na ocasião, e ele me implorou uma oportunidade de mudar de caminho. Seu pai discordou.
D: -Continue.
Ro: -Caímos em negociação agressiva… pelo menos nos 2 minutos que tivemos até a minha filha aparecer.
D: -Imagino que foi bem agressiva…
Ro: -Nada de mais. Ele estava mirando nos pontos vitais, claro, mas nem ele estava disposto a fazer uma poça de sangue, minha ou dele, com uma jovem de 6 anos olhando.
D: -…Bem leve perto do que eu posso fazer, e bem mais leve do que ele normalmente faria em condições favoráveis as armas dele pelo que me contaram…
Ro: -E como o motivo pela briga acabou se colocando se colocando em risco para tentar proteger a minha filha, não foi muito além disso.
D: -Inesperado, mas por que uma menina estava numa cena dessas eu não preciso saber. Vamos ao ponto critíco.
Ro: -sobre sua ressonancia.
D: -Sim, magia pelo que sei não devia afetar meus poderes…
Ro: -Bem, Dark, sendo simples, não sei exatamente o que você é, no sentido meta-humano. Pelo que vi de seu pai, é algo que os dois compartilham, então provavelmente é herdado.
Ro: -Pode ser que um ancestral seu seja um demonio, ou simplesmente o seu tipo de poder é similar a energia demoniáca,
Ro : -Pode até ser uma maldição na familia. Muitas possibilidades.
Ro: -Isso não muda o que você é. Tem humanidade, isso com certeza. Posso garantir que tem uma alma.
D: - Meu mestre disse que todos os membros da minha família, inclusive a geração de hoje são valiosos demais pra ordem perder, e que tem coisas que não preciso saber ainda. Mas acho meio perigoso o fato de ter ido a várias missões e poucas que envolvessem diretamente magia. Em vários casos estava disponível e não me mandaram por se tratar de algo parecido com aquele cão…
D: -Obrigado pelas palavras, mas continuo curioso…
Com um olhar franco, Dark pressiona o assunto:
D: -Só espero que magia não gere coisas fora do controle a ponto de criar objetos e micro demônios que possam ferir as pessoas ao meu redor… certeza que não preciso saber mais?
Ro: -Não nego, você pode ser suscetivel a esse tipo de coisa mais do que o normal.
Ro: -Pode sim, acontecer de algo deixar seus poderes fora do controle. Mas isso não é muito diferente de qualquer pessoa, no final das contas.
Ro: -Sempre podemos receber uma responsabilidade maior do que podemos carregar, ou sermos mais frágeis a alguma coisa. Mas tem algo sim, que é importante você saber. Cuidado com suas ações, e com os pesos que aceita carregar.
Ro: -Ser tocado pelo abismo o torna mais fácil de ser arrastado para ele, é uma propensão que se deve lutar. Diga-me, o que você achou da Sue?
D: -Interessante ela, pareceu-me melhor que a encomenda no final… a menos que ela tenha se regenerado de alguma postura rude no passado.
D: -Imagino que não devo confiar cegamente nela, como não confio em todas atitudes dos meus companheiros e do meu mestre, eu fui criado pra não me aproximar muito, mas um resultado bom de quebrar isso é a minha família…
R: -Ela não gosta de comentar do passado, então eu me reservo sobre o que ela me confiou. Mas eu posso dizer uma coisa: ela não libertou as almas que absorvera junto com o Devorador por uma questão de justiça.
D: -Achou mesmo que confiaria nela totalmente?
Ro: -Não, você não precisa confiar nela se não quiser. Mas é melhor entendê-la.
Ro: -Ter demonios vassalos a você é um peso grande. Especialmente se forem do tipo que desejam incitar o mal, ou que possuem emoções primais fortes.
Ro: -Mas isso não é nada comparado ao peso de carregar almas.
D: -Sim…
Ro: -Demonios, normalmente, não possuem alma. Eles não possuem a questão da escolha, é quase como se vivessem no automático.
Ro: -Pessoas com poderes demoniácos, ou demonios com consciencia, esse último só vi a Sue até hoje, possuem um cerne. Esse pode ser devidamente esmagado pelo que se carrega, e pelo que se faz.
Ro: -Ou você pode acabar tão envolvido nas trevas que vai esquecer como era viver em dias claros.
Aproveitando uma ação de pegar chá para deixar a informação ser absorvida, Roberta prossegue:
Ro: -Só lhe recomendo isso: não se esqueça de manter a sua humanidade. Você tem a força para usar e conter as trevas, mas se arranje um tempo para exercitar ser humano.
D: -Pode deixar, já tenho algumas pessoas que me lembram disso sempre, fora os novos amigos é claro, incluindo você.
Ro: -*Sorriso* Se você disser para alguém da Ordem de Hyal que considera Roberta, o "expurgo da Luz", como eles me chamam, de amiga, vai perder o seu posto.
D: -Conheço essas histórias, e já sou mais conhecido como rebelde por ser acelerado e ter envolvimento beem pessoal com uma pessoa de dentro… e já tomei broncas suficientes de alguns lá… essa conversa vai ficar em segredo.
Ro: -Por falar nisso, o que vai dizer à eles sobre o demonio sumido?
Ro: -Porque eles com certeza sabem que se você tivesse tentado fazer com ele o que a Sue fez, você com certeza não pareceria humano agora, caso estivesse vivo.
D: -Nem sabia que podia fazer o que ela fez lá…
Ro: -Ela me falou uma vez que demonios podem lutar como um "cabo de guerra"; no qual um tenta subjugar o outro. Porém, Se não tiver força, tanto de física quanto mental, há o risco de ser dominado e, mesmo se vencer, pode não conseguindo se "misturando" com o que controla.
D: -Isso explica muita coisa… da personalidade algumas vezes macabra do mestre…
D: -É melhor eu não saber de detalhes desse tipo de coisa. Enquanto forem suposições e não certezas, tudo bem. Se eu soubesse que eles fizeram algo contra alguém da Vila Tranquilidade… eu teria q bater de frente.
Ro: -O que é exatamente o motivo pelo qual a Sue resolveu "aliciar" vocês pro lado dela.
D: -Não fico sabendo de caçadas desse tipo, pelo menos não com essa idade… ou por que eu não precise saber.
Ro: -Somos salvos pela nossa ignorancia mais vezes que pela nossa sabedoria, acredite. Em todo caso, no que mais posso ajudar?
Ela oferece o chá pronto a Dark, mas ele recusa.
D: -Será que eu devo participar de uma missão mágica como essa?
Ro: -Enquanto você for um heroi, ou mesmo um agente da ordem, você vai fatalmente parar em todo tipo de situação. É parte da vida que você escolheu.
Ro: -Além disso, é mais importante o que você faz com as ferramentas a mão do que quais são elas.
D: -Isso não me deixa mais tranquilo, mas talvez mais preparado para as próximas missões, isso é tudo. Obrigado de novo. Só mais uma curiosade: Foi a médica da minha esposa? Afinal quantas médicas de supers existem por ai…
Ro: -Não, não fui. Em Freedom City, um em cada 20 médicos já realizou tratamento em meta-humanos, com ou sem capa. Nós que servimos a vida não escolhemos pacientes, mas às vezes precisamos de armadura. Tirando casos muito cabeludos como o Grizzt, a faculdade ajuda para muita coisa.
D: -Curiosidade apenas… afinal a criança já é membro da ordem mesmo não tendo idade…
Roberta parou de tomar o chá, olhou para a face de Dark com seriedade, e disse: -Não me leve a mal, mas eu confio mais na Sue para cuidar de crianças que a sua Ordem.
D: -Por isso que acho que ainda continua sob a proteção de amigos e espero que fique assim para ser uma pessoa mais parecida com a família da mãe do que a minha.
Ro: -Ah… entendo.
A expressão dela se torna mais serena, e ela prossegue:
Ro: -Não tem nada de errado na sua familia, Dark. Um pai turrão, um filho sério, você tá muito adequado para cuidar de uma criança. Não é o seu caso, mas entre um pai com Complexo de Messias e um alcoólatra, geralmente o pior é o segundo.
Ro: -Só tire uma foto quando forem pescar, de preferencia de roupa escura e chapéu de pescador. Vai me encher de alegria. *sorrindo*
D: -Sim, mas disse isso por causa dos principios da ordem, não por mim ou minha esposa, ficariamos felizes se todos estivessem na cidade, mas não é possível por hora. Bem finalizamos por aqui hoje, também preciso descansar um pouco apesar de tudo.
Ro: -Sem problemas. Vai ser um dia longo, imagino. Eu inclusive tenho algumas visitas a domicilio
D: -Onde fica o quarto de hóspedes mesmo? Pode não parecer mas vou dormir um pouco, insônia só é bom em missões a noite… apesar de gostar não quero ter nenhuma adicional até cumprir essa.
Ro: -À vontade, o quarto que você usou ontem está vago. Tem um despertador na gaveta do criado-mudo, por favor não o quebre quando acordar.
D: -Pode deixar, se isso acontecesse hoje em dia, mais que o relógio ia parar no subsolo e acho q você ia ganhar uma clarabóia entre os andares, as lajes da clinica não são de segunda linha né *risos*
Ro: -Se as paredes dessa casa fossem tão duras quanto o concreto apenas, eu teria que reconstruir toda vez que brinco com a minha filha.
D: -*risos* bem vou hibernar um pouco, até amanhã, faz tempo que não converso assim, obrigado.
Porto, 12:30:
A comitiva se reúne na Saint Peter, com os "marujos" da empresa: Temos o Robert, aparencia espanhola(e aquele bigode…), Cayan, o dono e mergulhador profissional, Sarah, responsável pelo leme na ausencia do capitão, e responsável pelas tralhas mecânicas(alemã, loira, odeia vc sabe que tipo de piada), e Steve, um mexicano de uns 60 anos, com vida pra dar e vender, veterano, faz-tudo e consultor. Por fim temos o segundo mergulhador, George, que é um típico americano de 1,80 de altura, parece q daria um ótimo jogador de basquete. Eles estão sendo profissionais, mas dá para ver que, apesar de honestamente apreciarem vosso "trabalho" como herois (menos Reaper, que não conquistou nenhuma fama até agora), estão medindo vocês.
Ca: -Pronto, podemos zarpar a qualquer minuto. Já assinaram os termos de responsabilidade? E conseguiram uma localização?