Salve seu grupo de jogo: Contrate um Mestre!

Alessandro Franzen, Mestre profissional de RPG, conduzindo uma sessão de 7º Mar.

Em seu livro Master of the Game (1989), Gary Gygax estabelece as responsabilidades de um mestre de RPG:

“O Mestre tem ao menos sete funções principais que são intrinsecamente ligadas ao jogo, aos seus princípios e regras, e aos aspectos técnicos do jogo. Essas funções são Força Motriz, Criador, Designer, Árbitro, Supervisor, Diretor, Controlador/Juiz/Mediador (uma única função que engloba diferentes sentidos). As funções secundárias do Mestre são as de Narrador, Intérprete, Força da Natureza, Personificação de PdMs, Todas as Outras Personificações e Poderes Sobrenaturais”.

O próprio Gygax atesta aí em cima a complexidade da tarefa de um Mestre de Jogo. E vale lembrar que a função Designer traz em si um trabalho invisível de preparação, todo um iceberg submerso de horas e horas de trabalho até que Mestres e jogadores possam estar em lados “opostos” da mesa. Mas será que isso, por si só, justifica pagar um Mestre de Jogo? Essa questão nos leva a nosso primeiro ponto:

Vale a pena pagar pelo trabalho de um Mestre de RPG?

Vamos iniciar tirando (ou menos tentando) uma “polêmica” do nosso caminho. Em um Brasil em que as ideias liberais começam a florescer, não parece ter mais lugar a questão de se é ético ou não pagar um Mestre. Se alguém tem um serviço para oferecer, há público para isso, vai de cada um, correto?

Mas a coisa, naturalmente, não é tão simples. RPG é algo complexo. Algumas pessoas entendem que a relação jogador-Mestre estaria comprometida por uma relação profissional, de dinheiro. Um Mestre pago seria mais generoso com itens mágicos? Ele estaria mais suscetível a mudar um rolamento de dados para beneficiar um jogador, evitar a morte de um personagem e, no fim, agradar um… cliente?

Nós vamos deixar essas questões importantes de lado, por hora, e focar no nosso tema principal:

Como um Mestre profissional pode salvar meu grupo?

Contratar um Mestre pago pode aliviar o seu Mestre de um bloqueio criativo ou até daquela estafa, o infame “burnout” – Mestres cansados já acabaram com mais grupos que um tarrasque. Deixar o seu Mestre dar uma relaxada do outro lado do escudo fará seus eixos criativos voltarem pro lugar.

“Mas alguém mais pode mestrar! Eu não preciso pagar ninguém!”, você poderia me retrucar. Isso nos leva ao nosso próximo ponto.

Um Mestre pago pode dominar sistemas que você sempre quis jogar, mas cujo(s) livro(s) não teve tempo de ler, não teve grana pra comprá-los ou pode se tratar de um jogo retrô, com material esgotado. Aí está. Nosso Mestre está descansando e todos estão curtindo um jogo novo que pode ser nossa nova paixão. Parece-lhe um bom ponto? Vamos a outro:

Além disso, um Mestre profissional geralmente é alguém com grande experiência, e que, em sua carreira, juntou uma coleção de mapas, miniaturas e outros recursos que vão enriquecer sua experiência de jogo.

Um Mestre profissional pode, por fim, funcionar como um bom tutor para novatos, guiando iniciantes em seus primeiros passos.

E você, o que acha? Pagaria um Mestre de RPG? Deixe sua opinião nos comentários.

Por Vinnie Pitangui
Equipe REDE
RPG

Alessandro Franzen, Mestre profissional de RPG, conduzindo uma sessão de 7º Mar.

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