Resenha: Guerra Mundial Z, o livro

zOlá a todos. Desta vez não venho compartilhar a minha última leitura, e sim uma releitura de um grande livro. Já havia mergulhada nas páginas de Guerra Mundial Z há pouco mais de um ano, mas apenas recentemente assisti ao filme, o que me despertou o desejo de revisitá-lo.

Publicado originalmente em 2006, em 2010 em português, Guerra Mundial Z de Max Brooks traz relatos do pós-guerra com os mortos vivos em escala global, com a humanidade ainda sofrendo terríveis consequências. Os relatos são bem variados, tanto no tempo quanto no conteúdo, havendo também estórias situadas no inicio e no meio da guerra contra os Zs, que é como são chamados os zumbis. Só por este parágrafo quem já assistiu ao filme já chegou a conclusão que o livro é completamente diferente.

O livro é dividido em 8 capítulos, cada um com uma quantidade variável de relatos na forma de entrevistas colhidas pelo protagonista jornalista que percorre o mundo para reuni-las. Os contos são bem desenvolvidos, seguem a idéia de verdadeiros relatos do passado recente e seguem a lógica do desenvolvimento da guerra, vão deste o início do surto até a retomada dos territórios e da administração das consequências do conflito que durou anos. A variedade de entrevistados e situações revela um olhar humano do autor, descrevendo as mais diversas situações, desde as mais ilógicas, como lutar por posições sociais que não existem mais, como as mais sensatas, como otimização de recursos e re-treinamento de milhares de pessoas.

Sem sombra de dúvida os relatos que mais apreciei foram das batalhas contra os Zs, ouvidas da boca de um veterano daquele confronto. O autor, inclusive, foi muito detalhista nas descrições e é realmente empolgante entender os motivos que levaram ao grande avanço dos mortos-vivos, que apesar de irracionais, eram resistentes, sem medo e contaram com vários erros humanos. Talvez um dos grandes pontos do livro seja a batalha de Yonkers (um subúrbio de New York), onde o exército americano super equipado é aniquilado, não apenas pelos Zs, mas principalmente pelo medo. Voltando ao filme, lembro de ter lido, já há muito tempo, que os produtores do filme estavam com grande dificuldade de incluírem essa batalha no filme, certamente, imagino eu, porque era uma propagando muito negativa…

Não posso deixar de citar que a obra de Max Brooks recebeu diversas críticas positivas nos mercados onde foi lançado, especialmente no mercado norte-americano, onde os críticos apontaram que entre as qualidades do texto estava uma crítica velada ao modo de vida americano (principalmente devido ao isolacionismo), a burocracia e incompetência estatal.

Maximillian Michael “Max” Brooks, nascido em 1972 em New York, é roteirista de TV e HQ e também autor do O Guia de Sobrevivência a Zumbis (2003), sendo Guerra Mundial Z o seu trabalho mais bem sucedido e que deu origem ao filme homônimo (2013) onde o protagonista é Brad Pitt e a estória pouco lembra a do livro.

De leitura fácil e empolgante, Guerra Mundial Z é um bom livro e contribui positivamente, como pouco se vê, ao universo destas criaturas rastejantes tão explorado ultimamente. Muito recomendado, sem mais.

 

Por Kubiach

 

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